Vacinação

Conheça o Programa Nacional de Vacinação e onde, quando e como tomar as suas vacinas.

Programa Nacional de Vacinação

As vacinas são o meio mais eficaz e seguro de proteção contra certas doenças. Mesmo quando a imunidade não é total, quem está vacinado tem maior capacidade de resistência na eventualidade da doença surgir.

Não basta vacinar-se uma vez para ficar devidamente protegido. Em geral, é preciso receber várias doses da mesma vacina para que esta seja eficaz. Outras vezes é também necessário fazer doses de reforço, nalguns casos ao longo de toda a vida.

A vacinação, além da proteção pessoal, traz também benefícios para toda a comunidade, pois quando a maior parte da população está vacinada interrompe-se a transmissão da doença.

O que é o Programa Nacional de Vacinação (PNV)?

O PNV é da responsabilidade do Ministério da Saúde e integra as vacinas consideradas mais importantes para defender a saúde da população portuguesa.

As vacinas que fazem parte do PNV podem ser alteradas de um ano para o outro, em função da adaptação do programa às necessidades da população, nomeadamente pela integração de novas vacinas.

Quais são as vacinas que fazem parte do Programa Nacional de Vacinação a partir de 1 de junho de 2015?

Idades Vacinas e respetivas doenças
0 nascimento BCG (Tuberculose)
VHB – 1.ª dose (Hepatite B)
2 meses VHB – 2.ª dose (Hepatite B)
Hib – 1.ª dose (doenças causadas por Haemophilus influenzae tipo b)
DTPa – 1.ª dose (Difteria, Tétano, Tosse Convulsa)
VIP – 1.ª dose (Poliomielite)
Pn 13 – 1.ª dose (Streptococcus pneumoniae)**
4 meses Hib – 2.ª dose (doenças causadas por Haemophilus influenzae tipo b)
DTPa – 2.ª dose (Difteria, Tétano, Tosse Convulsa)
VIP – 2.ª dose (Poliomielite)
Pn 13 – 2.ª dose (Streptococcus pneumoniae)**
6 meses VHB – 3.ª dose (Hepatite B)
Hib – 3.ª dose (doenças causadas por Haemophilus influenzae tipo b)
DTPa – 3.ª dose (Difteria, Tétano, Tosse Convulsa)
VIP – 3.ª dose (Poliomielite)
12 meses MenC – 1.ª dose (meningites e septicemias causadas pela bactéria meningococo)
VASPR – 1.ª dose (Sarampo, Parotidite, Rubéola)
Pn 13 – 3.ª dose (Streptococcus pneumoniae)**
18 meses Hib – 4.ª dose (doenças causadas por Haemophilus influenzae tipo b)
DTPa – 4.ª dose (Difteria, Tétano, Tosse Convulsa)
5-6 anos DTPa – 5.ª dose (Difteria, Tétano, Tosse Convulsa)
VIP – 4.ª dose (Poliomielite)
VASPR – 2.ª dose (Sarampo, Parotidite, Rubéola)
10-13 anos Td – Tétano e Difteria
HPV * (2 doses aos 0 e 6 meses) – Infeções por Vírus do Papiloma Humano
Toda a vida 10/10
anos
Td – Tétano e Difteria

Aplicável apenas a raparigas.
** Aplicável a crianças nascidas a partir de 1 de janeiro de 2015.

Onde posso vacinar o meu filho?

No seu centro de saúde.

Quanto custam as vacinas?

As vacinas que fazem parte do PNV são gratuitas.

Para saber mais, consulte:

Despacho n.º 5786/2015 – Diário da República n.º 105/2015, Série II de 2015-06-01 – Inclui a vacina Prevenar 13 no Programa Nacional de Vacinação (PNV) e aprova o esquema de vacinação universal recomendado do PNV 2015. Revoga o Despacho n.º 11961/2014, de 17 de setembro, publicado no Diário da República, 2.ª série, n.º 186, de 26 de setembro de 2014

Direção-Geral da Saúde – http://www.dgs.pt/

Vacina contra o Vírus do Papiloma Humano (HPV)

O vírus do papiloma humano (HPV) é responsável por um elevado número de infeções, que, na maioria das vezes, são assintomáticas e de regressão espontânea. Porém, pode originar lesões benignas, como as verrugas anogenitais/condilomas acuminados e as lesões benignas da orofaringe, e, em situações relativamente raras, pode evoluir para cancro, com destaque especial para o cancro do colo do útero.

O que é o vírus do papiloma humano?

O HPV é um vírus sexualmente transmissível com a capacidade de infetar todas as pessoas, independentemente do seu sexo, idade, etnia ou localização geográfica.

Desde o início dos anos 90, a associação deste vírus com o desenvolvimento do carcinoma do colo do útero, verrugas e outras patologias anogenitais, tem sido muito forte, acreditando-se hoje que esteja presente em 99% dos casos de cancro do colo do útero.

As infeções pelo HPV são extremamente comuns. A maioria não provoca doença, desaparecendo espontaneamente.

Existem diferenças ao nível das infeções por HPV, sendo que a presença de papilomas ou de verrugas genitais sugere infeção por HPV não oncogénicos (baixo risco), enquanto que, no caso de lesões do colo do útero, os mais frequentes são os oncogénicos (alto risco).

Quais são os tipos de HPV que existem?

Até à data, existem mais de 200 tipos de HPV identificados, dos quais cerca de quarenta infetam, preferencialmente, o trato anogenital: vulva, vagina, colo do útero, pénis e áreas perianais. De acordo com o seu potencial oncogénico, os HPV podem ser classificados em vírus de “baixo risco” e de “alto risco”.

Dos aproximadamente quinze HPV de alto risco que podem infetar o trato anogenital, os genótipos 16 e 18 são responsáveis por 70% a 75% dos casos de cancro do colo do útero, estando também associados a alguns casos de cancro vulvar, vaginal, peniano e anal. Cada um dos restantes genótipos está associado a menos de 5% dos casos de cancro do colo do útero (dados do ECDC – Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças, 2008).

Os HPV de baixo risco estão associados ao desenvolvimento de verrugas genitais. Em 90% destas situações são identificados os HPV 6 e 11, não existindo diferenças entre sexos. Estes genótipos estão também associados a entre 80 e 90% dos casos de papilomatose respiratória recorrente, doença muito rara, mas de elevada morbilidade. 

A infeção (sexual) por HPV é frequente?

É estimado que cerca de 75% dos homens e mulheres sexualmente activos irão ter pelo menos uma infecção por HPV em alguma altura da sua vida.

Não há cura conhecida para as infeções por HPV, mas a grande maioria das pessoas tem um sistema imune adequado e consegue eliminar a infeção do seu organismo.

Embora uma elevada percentagem de pessoas sexualmente ativas seja infetada pelo HPV, só numa pequena proporção irá ter o potencial de evoluir para cancro.

Como pode ser transmitida?

As infeções genitais por HPV são, geralmente, transmitidas por via sexual, através do contacto epitelial direto (pele ou mucosa) e, mais raramente, por via vertical, durante o parto. Estão também descritos alguns casos de transmissão por contacto orogenital.

O vírus pode também ser transmitido através das relações sexuais e estar presente, durante alguns anos, no colo do útero, sem provocar doença. Pode, no entanto, levar a lesões pré-malignas que, se não forem tratadas, tendem a evoluir para cancro.

Ainda que não assegure uma proteção completa, o uso de preservativo diminui o risco de contrair uma infeção por transmissão sexual, como, por exemplo, o HPV. 

Quais são os sintomas?

O HPV provoca frequentemente uma infeção silenciosa, sendo que muitos dos infetados não têm sintomas, nem sinais óbvios.

Por vezes, as verrugas estão presentes, mas não são visíveis, por se encontrarem numa parte interna do corpo ou por serem muito pequenas.

As verrugas anogenitais, também chamadas condilomas, podem apresentar-se como pequenas lesões elevadas, tipo couve-flor, ou podem ser planas.

Durante a gravidez, o número e tamanho das verrugas pode aumentar, mas diminui, normalmente, depois do parto.

Quais as formas de tratamento de uma infeção por HPV?

O tratamento das infeções por HPV depende de diversos factores, entre os quais a idade da paciente, o local e o número de lesões e o estado de saúde geral da mulher.

É muito importante o acompanhamento médico e uma vigilância assídua, mesmo no pós-tratamento.

Apesar de existir várias formas de tratamento, não há um tratamento único, sendo que a maioria tem como finalidade destruir o tecido infetado.

Como posso prevenir o HPV?

Comportamentos

Aprender sobre medidas preventivas e utilizá-las de forma consistente. Aprender sobre sinais e sintomas de infeções de transmissão sexual, consequências e métodos de transmissão.

A mulher deve realizar regularmente um exame ginecológico e fazer a colpocitologia e/ou o teste de HPV-DNA, se recomendado e disponível, mesmo que tenha feito a vacina. Na vigilância ginecológica pode discutir com o médico o rastreio de situações a que possa ter estado exposta.

Preservativos

O uso de preservativos de látex e de poliuretano está indicado na prevenção de todas as infeções de transmissão sexual. É de lembrar que as áreas de pele não cobertas pelo preservativo não estão protegidas. 

Infeções

Falar com o(a) parceiro(a) sobre as infeções de transmissão sexual e sua prevenção.

Ter em conta que os comportamentos prévios de um(a) parceiro(a) também são um fator de risco, principalmente se este(a) teve múltiplos(as) parceiros(as) anteriores. 

Vacinas

Fazer a vacina na mulher, de acordo com o Programa Nacional de Vacinação, ou consoante recomendação médica.

Adicionalmente, é necessário:

Manter a higiene e visitar regularmente o médico. Se estiver perante os sintomas descritos, procure o seu ginecologista: comichão, corrimento, sangramento anormal (fora da menstruação) e dor durante a relação sexual.

Reduzido número de parceiros sexuais e uso do preservativo, apesar de alguns estudos revelarem que este não garante proteção contra a infeção. A maioria das pessoas sexualmente activas pode estar infetada. Fale com o(a) seu/sua parceiro(a)!

Estão descritos como co-fatores de risco para o desenvolvimento de cancro do colo do útero: hábitos tabágicos, uso de contracetivos orais, presença de doenças venéreas, deficiências nutricionais, idade precoce da primeira relação sexual e múltiplos parceiros sexuais.

Em que consiste a vacina do HPV?

A vacina não protege contra todos os tipos de HPV que podem provocar cancro, mas previne o cancro do colo do útero associado aos dois tipos de HPV mais frequentes.

A idade ideal para vacinação é entre os 10 e 13 anos, sendo que, atualmente, estão recomendadas duas doses, administradas com intervalo de seis meses. A administração da vacina deve ser registada no Boletim Individual de Saúde.

Todavia, a vacina não protege contra a infeção por todos os tipos de HPV, não prevenindo a totalidade dos casos de cancro do colo do útero, cancros anogenitais e verrugas genitais.

A vacina é exclusivamente preventiva e deve ser administrada, de preferência, antes do início da vida sexual ativa.

A maior incerteza no que respeita à vacina diz respeito à duração da imunidade, uma vez que, tratando-se de um fármaco novo, não é possível comprovar a sua persistência para além de cinco anos.

Quais são as vacinas comercializadas em Portugal?

  • Bivalente – Contempla os serotipos 16 e 18, responsáveis por cerca de 70% de casos de cancro do colo do útero.
  • Tetravalente – Contempla os serotipos 16, 18, 6 e 11, responsáveis por cerca de 90% das verrugas anogenitais.

 

É recomendada a vacinação nos homens?

A infeção por HPV no homem raramente evolui para doença grave.

Se notar verrugas genitais, deve:

Recorrer a uma consulta (Médico de Família, Consulta de Infeção de Transmissão Sexual, Urologista).

Alertar a(o) sua/seu parceira(o), que deverá também ser observada(o).

Usar preservativos nas relações sexuais.

A vacinação no homem, embora possa ser efetuada pontualmente, por indicação médica, não é recomendada.

Para saber mais, consulte:

Direção-Geral da Saúde – http://www.dgs.pt

Vacinação

As vacinas são o meio mais eficaz e seguro de proteção contra certas doenças. Mesmo quando a imunidade não é total, quem está vacinado tem maior capacidade de resistência na eventualidade da doença surgir.

Não basta vacinar-se uma vez para ficar devidamente protegido. Em geral, é preciso receber várias doses da mesma vacina para que esta seja eficaz. Outras vezes é também necessário fazer doses de reforço, nalguns casos ao longo de toda a vida.

A vacinação, além da proteção pessoal, traz também benefícios para toda a comunidade, pois quando a maior parte da população está vacinada interrompe-se a transmissão da doença.

Qualquer pessoa pode vacinar-se?

Na generalidade sim, mas há situações que exigem precauções e, em certos casos, podem até existir contraindicações em relação a certas vacinas.

Antes de fazer qualquer vacina deve consultar o seu médico assistente, sobretudo em caso de:

Doença grave

Gravidez

Tratamento com corticosteroides

Tratamento com radiações

As vacinas têm efeitos secundários?

Apesar de seguras, as vacinas podem provocar algumas reações adversas, mas estas são normalmente de curta duração. As mais frequentes são inchaço, dor e vermelhidão no local da injeção, febre e mal-estar geral.

Procure informar-se junto do seu médico ou do profissional de enfermagem na altura em que está a fazer a vacina ou, ainda, se tiver alguma reação intensa ou inesperada.

Quando devo vacinar-me?

A melhor forma de ficar protegido contra determinadas doenças é cumprir o calendário de vacinação recomendado pelo Programa Nacional de Vacinação (PNV). As crianças são as principais destinatárias, mas também abrange os adultos.

Onde posso vacinar-me?

Nos centros de saúde, hospitais e outros serviços de saúde devidamente autorizados.

O que é preciso para me vacinar?

Basta dirigir-se ao centro de saúde da sua área de residência e levar consigo o Boletim de Vacinas. Se por qualquer motivo (férias prolongadas, por exemplo) não puder recorrer ao seu centro de saúde, dirija-se aquele que está mais próximo do local onde estiver. Não deixe de se vacinar.

Quanto custam as vacinas?

As vacinas que fazem parte do Programa Nacional de Vacinação (PNV) são gratuitas.

Quando devo vacinar os meus filhos?

As crianças devem ser vacinadas assim que nascem (recém-nascidos). Se o calendário for cumprido, pouco depois dos 6 meses de idade já estarão protegidas contra sete doenças de infância e aos 15 meses contra dez doenças.

Se a criança não iniciou a vacinação durante o primeiro ano de vida, dirija-se o mais cedo possível a um centro de saúde. Nunca é tarde demais para se vacinar a si e aos seus filhos e existem dois calendários recomendados para a vacinação nestes casos.

Existem outras vacinas para além das que constam do PNV?

Sim. Consulte o seu médico assistente para uma avaliação da situação clínica e da necessidade efetiva de vacinação extra.

A vacina contra a gripe, por exemplo, é frequentemente recomendada para as pessoas que integram grupos da população mais vulneráveis ou de maior risco, como os idosos ou os portadores de doenças debilitantes. Há também doenças contra as quais deve proteger-se se for viajar para determinados países e regiões do mundo.

Que outras vacinas posso tomar?

Vacina contra a gripe
É recomendada para pessoas com mais de 65 anos, doentes crónicos dos pulmões, do coração, rins ou fígado, e às pessoas que sofram de diabetes ou outras doenças que causem resistência às infeções. É uma vacina comparticipada e deve ser administrada no início do Outono.

Vacina contra as infeções por Streptococus pneumoniae
Esta vacina visa a prevenção da doença invasiva (bacteriémia, septicémia, pneumonia bacteriémica), em particular, e meningite provocada pelostreptococus pneumoniae. Trata-se de uma vacina de prescrição médica e é gratuita para alguns grupos de risco.

Vacina contra a febre amarela
Se for viajar para países da África Central e América do Sul, deverá vacinar-se contra a febre amarela, pelo menos 10 dias antes de partir. Conheça os países que exigem esta vacina na área de Saúde em Viagem.

Existem outras vacinas, especialmente recomendadas para viajantes e que são prescritas no âmbito da Consulta do Viajante.

Antes de viajar:

Marque uma Consulta de Saúde do Viajante

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