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Gravidez e Sexualidade

Onde, quando e como aceder a serviços relacionados com gravidez, sexualidade e planeamento familiar.

Contracepção de Emergência

Também conhecida como a pílula do dia seguinte, saiba como e quando deve ser utilizada.

Quando é que uma mulher precisa de tomar a contracepção de emergência?

Depois da relação sexual sem protecção ou se houver falha do método habitual (por exemplo, ruptura do preservativo ou esquecimento da pílula).

Mesmo as mulheres que têm contra-indicações para o uso habitual da pílula podem fazer a contracepção de emergência com segurança, porque a dose é única e de curta duração.

Quando é que a contracepção de emergência deve ser tomada?

Dentro das 72 horas e, no máximo, até ao 5.º dia.

A contracepção de emergência é eficaz?

A eficácia é tanto maior quanto mais cedo for usada a contracepção de emergência. O risco de gravidez é 4 a 8 vezes superior quando não se utiliza a contracepção de emergência.

A contracepção de emergência tem efeitos secundários?

A contracepção de emergência é, geralmente, bem tolerada. No entanto, podem surgir algumas queixas, após a toma da contracepção de emergência, como:

  • Náuseas e vómitos (25% das mulheres podem sentir náuseas e dessas apenas metade poderá ter vómitos);
  • Tensão mamária;
  • Cefaleias;
  • Tonturas;
  • Fadiga;
  • Diarreia;
  • Pequenas perdas de sangue.

 

Estes sintomas, que não estão associados, habitualmente, a qualquer problema, tenderão a desaparecer. Se estiver preocupada com algum destes efeitos, consulte um profissional de saúde.

A contracepção de emergência tem implicações na saúde da mulher?

A contracepção de emergência é segura para a saúde da mulher. A pílula do dia seguinte, como também é conhecida, não está associada a infertilidade, má formação fetal ou risco aumentado de gravidez fora do útero, como por vezes se ouve dizer. Mesmo nas mulheres que necessitaram de tomar mais do que uma pílula do dia seguinte, no mesmo ciclo menstrual, não foram relatados efeitos adversos graves.

Como funciona a contracepção de emergência?

A contracepção de emergência actua pelos mesmos mecanismos que a pílula de toma regular: atrasa ou impede a ovulação e previne a fertilização ou a implantação.

Se já estiver grávida, a contracepção de emergência não interrompe a gravidez.

 A contracepção de emergência é abortiva?

A contracepção de emergência não é abortiva, pois não é efectiva se a mulher já estiver grávida. Diz-se que a mulher está grávida quando o ovo se fixa no útero (nidação).

Onde posso obter a contracepção de emergência?

A contracepção de emergência está disponível gratuitamente nos centros de saúde (horário normal de funcionamento e nos serviços de atendimento permanente), nos serviços de urgência de ginecologia dos hospitais, nos centros de atendimento para jovens e no Instituto Português da Juventude.

Na farmácia pode ser comprada sem receita médica.

Os jovens podem obter a contracepção de emergência, bem como todos os outros métodos contraceptivos, em qualquer serviço de saúde, não sendo obrigatório recorrer ao centro de saúde da sua área de residência.

Como se toma?

Deve ser tomada nos primeiros 5 dias após as relações desprotegidas, sabendo‐se que, quanto mais cedo for tomada, maior a sua eficácia.

Cada embalagem contém apenas um comprimido, que deve ser tomado com alimentos, para diminuir a ocorrência de náuseas.

O retorno à fertilidade é imediato após a contracepção de emergência?

Sim, o retorno à fertilidade é imediato. Por isso, é muito importante usar outro método (como o preservativo) até aparecer a menstruação. Ou seja, é possível engravidar logo depois de fazer a contracepção de emergência.

O que é mais eficaz: a contracepção de emergência ou a pílula de toma diária?

A pílula de toma diária é muito mais eficaz que a contracepção de emergência. A pílula de toma diária tem uma eficácia de 99% se for tomada de uma forma correcta, regular e continuada.

Como é que sei se a contracepção de emergência foi eficaz?

Se tiver o seu período menstrual. A menstruação poderá antecipar-se ou atrasar-se mais ou menos uma semana face à data prevista.

E se o período não surgir?

Caso o período não surja ou se o fluxo menstrual for invulgar, deverá consultar um profissional de saúde para realizar um teste de gravidez.

E se a contracepção de emergência falhar e ficar grávida? A contracepção de emergência pode fazer mal ao feto?

Não, a contracepção de emergência não faz mal ao feto. Após um teste de gravidez positivo, a mulher deve, o mais cedo possível, iniciar a vigilância da gravidez.

As consultas de saúde materna e os exames necessários para uma correcta vigilância da gravidez são gratuitos nos centros de saúde.

Outras informações úteis…

  • A contracepção de emergência não protege das infecções de transmissão sexual.
  • Usar a contracepção de emergência de forma repetida não prejudica a saúde, ao contrário do que muitas vezes se anuncia. Mas é, sem dúvida, um sinal de que se deve procurar uma contracepção regular, mais eficaz e mais barata.

Problemas de fertilidade

Problemas de fertilidade e a infertilidade: saiba quais são as causas, formas de tratamento e como deve proceder.

Calcula-se que um casal em cada sete possa ter problemas de fertilidade. Num terço dos casos, a situação tem origem na mulher, noutro terço tem origem no homem e, no terço restante, o problema pode ser de ambos ou a causa ser desconhecida. Qualquer destas situações deve ser encarada como um problema do casal, no qual ambos deverão estar envolvidos.

Quando é que o casal deve procurar ajuda especializada?

Dificuldade em engravidar não é necessariamente um problema de fertilidade. Diz-se que um casal tem problemas de fertilidade quando após um a dois anos de actividade sexual sem utilização de métodos contraceptivos não ocorre uma gravidez.

Recomenda-se que o casal procure ajuda especializada quando a gravidez não ocorre ao fim de dois anos. Se a mulher tiver mais de 30 anos, o casal deve procurar ajuda ao fim de um ano.

Quais são as causas?

Coexistem diversos factores, quer no campo das vivências físicas quer psicológicas, que, individualmente ou associados, podem condicionar a fertilidade do casal.

Para identificar as causas da infertilidade é necessário proceder a uma série de entrevistas e exames. Trata-se de um processo que pode ser física e emocionalmente desgastante, mas que é importante para que se possa determinar quais os tratamentos mais adequados a cada caso.

Quais são as formas de diagnóstico?

Em primeiro lugar, o casal deve consultar um médico. Nessa consulta são avaliados os antecedentes clínicos de ambos, no que respeita a doenças e intervenções cirúrgicas efectuadas, características do ciclo menstrual, dificuldades sexuais e o estilo de vida do casal.

Contudo, em muitos casos estes procedimentos não são suficientes para caracterizar a situação, pelo que se torna necessário realizar exames complementares de diagnóstico, como, por exemplo, o controlo do equilíbrio hormonal e a análise do esperma.

Quais são as formas de tratamento?

Em alguns casos, o problema fica resolvido com a determinação da altura mais adequada para haver relações sexuais, após o estudo do período fértil do ciclo menstrual.

Noutros, pode utilizar-se uma ou várias formas de tratamento disponíveis, que serão sempre realizadas com o consentimento informado do casal:

  • Medicação – Há medicamentos que podem ajudar a regular os problemas que possam existir a nível hormonal no homem ou na mulher (por exemplo, medicamentos para provocar a ovulação);
  • Cirurgia – Podem ser utilizadas certas técnicas cirúrgicas para, por exemplo, eliminar obstáculos físicos que estejam a dificultar ou a impedir o processo de fecundação;
  • Técnicas laboratoriais – Há várias técnicas de fertilização com apoio laboratorial, entre as quais a inseminação intra-uterina ou a fertilização in vitro.

 

Estas técnicas têm sucesso garantido?

Não é possível garantir resultados. O sucesso destas técnicas varia de acordo com o problema, o tratamento utilizado e outros factores.

A infertilidade total, ou esterilidade, é rara. Contudo, e mesmo com a evolução tecnológica actual, em cerca de 15 por cento das situações de infertilidade não é possível determinar quais são as causas e, consequentemente, intervir de modo a tentar ultrapassar o problema.

Onde podemos obter ajuda para os problemas de fertilidade?

  • No centro de saúde, junto do médico de família e nas consultas de planeamento familiar.
  • Nos hospitais e maternidades, nas consultas de ginecologia ou de infertilidade.

 

Recomendações

É essencial que o casal seja capaz de comunicar sobre os sentimentos e sobre a situação que está a viver ao longo de todo o processo. A infertilidade e as dificuldades que eventualmente possam surgir ao longo do tratamento podem gerar sofrimento psíquico, stress, ansiedade e sentimentos contraditórios, inclusive entre o casal.

O apoio da família, dos amigos e dos profissionais de saúde é, por todos os motivos, muito importante e de grande utilidade.

Não hesite em procurar ajuda se considerar necessário e, fundamentalmente, não hesite em esclarecer todas as dúvidas junto dos profissionais de saúde.

E lembre-se: a adopção constitui sempre uma possibilidade para os casais terem filhos, existam ou não problemas de infertilidade.

Gravidez na adolescência

Se és adolescente e estás grávida, conhece os cuidados que deves ter.

Nas consultas de planeamento familiar, poderás obter mais informação, bem como o apoio e o acompanhamento médico de que necessitas.

Como posso saber se estou grávida?

Um dia ou dois de atraso na menstruação não significa que estejas grávida. Vários factores podem alterar a regularidade do ciclo menstrual (o stress, por exemplo) e provocar ligeiros atrasos.

Contudo, se estás com alguns dias de atraso, sentes o aumento e alteração da consistência das glândulas mamárias, enjoos e vómitos, então convém marcares imediatamente uma consulta de planeamento familiar ou com o teu médico de família, no centro de saúde da tua área de residência. Explica a urgência da razão da consulta na altura da marcação.

Quanto devo pagar pela consulta de planeamento familiar?

As consultas de planeamento familiar são gratuitas.

Posso ir sozinha à consulta de planeamento familiar?

Podes ir sozinha à consulta de planeamento familiar. Não é necessária a autorização ou a presença dos teus pais ou de outro adulto.

Posso verificar se estou grávida antes da consulta?

Sim. Podes comprar na farmácia um teste de gravidez (não é preciso receita médica) ou entregar na farmácia, para análise e em recipiente próprio, uma colheita da tua primeira urina da manhã. Horas depois terás o resultado. Também podes fazer uma análise ao sangue num laboratório de análises clínicas.

Estou grávida. O que devo fazer?

Deves ir regularmente às consultas e nunca faltar a nenhuma. Os cuidados de saúde que tiveres contigo durante a gravidez são muito importantes para a tua saúde e para a do bebé.

Quanto deverei pagar pelas consultas?

Não terás de pagar nada. Todas as grávidas têm direito à prestação de cuidados de saúde gratuitos, quer no centro de saúde quer no hospital.

A presença do pai do meu bebé é importante?

É muito importante. Recorda-te que a gravidez não diz respeito apenas à mulher (mãe), também diz respeito ao pai. Sempre que seja possível, o pai do bebé deve viver a gravidez junto da mãe e participar nas consultas de vigilância.

Quer engravidar? Está grávida? Então, faça o teste VIH/sida!

A transmissão do VIH da mãe para o filho pode ser evitada.

O Vírus da Imunodeficiência Humana (VIH) pode ser transmitido da mãe para o bebé durante a gravidez, no parto e/ou aleitamento. Por isso, é muito importante que, antes e durante a gravidez, seja acompanhada regularmente pelo seu médico assistente. Faça o teste da sida se pretende engravidar ou se está grávida.

Todas as mulheres que residem em Portugal, quando grávidas, têm direito ao Serviço Nacional de Saúde (SNS), onde os serviços de vigilância materna são prestados gratuitamente. As crianças beneficiam, igualmente, de serviços médicos gratuitos prestados pelo SNS.

Quando a mãe é seropositiva, ou seja, é portadora do VIH, as terapêuticas anti-retrovíricas, ministradas durante a gravidez, permitem a redução do risco do bebé nascer infectado.

Para fazer o teste do VIH poderá consultar o seu médico de família ou poderá dirigir-se aos Centros de Aconselhamento e Detecção Precoce VIH (CAD).

Informação a profissionais de saúde

A prevenção da transmissão mãe-filho representa, cada vez mais, uma das estratégias essenciais no combate à propagação da sida. A realização do teste específico para o VIH na preparação e durante a gravidez, para além de possibilitar a adopção das medidas necessárias para a redução do risco de transmissão perinatal, permite à mulher, no caso de seropositividade assintomática, ter acesso precoce aos cuidados apropriados de saúde e melhorar o prognóstico da sua doença.

Interrupção Voluntária da Gravidez

Saiba o que fazer em caso de interrupção da gravidez por opção da mulher.

A alínea e) do n.º 1 do artigo 142.º do Código Penal permite a interrupção da gravidez até às 10 semanas a todas as mulheres grávidas que o solicitem, desde que realizado em estabelecimento de saúde oficial ou oficialmente reconhecido.

Qual é o prazo legal para a interrupção da gravidez por opção da mulher?

Em Portugal, a interrupção da gravidez por opção da mulher pode ser efectuada nas primeiras 10 semanas de gravidez, calculadas a partir da data da última menstruação.

Quem pode solicitar uma interrupção da gravidez?

Apenas a própria mulher poderá fazer o pedido de interrupção da gravidez, salvo no caso de ser psiquicamente incapaz.

Quem pode fazer a interrupção da gravidez?

A interrupção da gravidez só pode ser realizada por médico, ou sob sua orientação e com o consentimento da mulher.

Onde se pode fazer uma interrupção da gravidez?

As interrupções da gravidez podem ser efectuadas em estabelecimentos de saúde oficiais ou oficialmente reconhecidos.

As mulheres estrangeiras poderão fazer uma interrupção da gravidez em Portugal?

As mulheres imigrantes têm os mesmos direitos de acesso à interrupção da gravidez, independentemente da sua situação legal.

Qualquer prestação de cuidados de saúde está sujeita a confidencialidade e ao segredo profissional, incluindo todas as etapas do processo de interrupção da gravidez.

Saiba o que fazer em caso de interrupção da gravidez por opção da mulher.

A alínea e) do n.º 1 do artigo 142.º do Código Penal permite a interrupção da gravidez até às 10 semanas a todas as mulheres grávidas que o solicitem, desde que realizado em estabelecimento de saúde oficial ou oficialmente reconhecido.

Qual é o prazo legal para a interrupção da gravidez por opção da mulher?

Em Portugal, a interrupção da gravidez por opção da mulher pode ser efectuada nas primeiras 10 semanas de gravidez, calculadas a partir da data da última menstruação.

Quem pode solicitar uma interrupção da gravidez?

Apenas a própria mulher poderá fazer o pedido de interrupção da gravidez, salvo no caso de ser psiquicamente incapaz.

Quem pode fazer a interrupção da gravidez?

A interrupção da gravidez só pode ser realizada por médico, ou sob sua orientação e com o consentimento da mulher.

Onde se pode fazer uma interrupção da gravidez?

As interrupções da gravidez podem ser efectuadas em estabelecimentos de saúde oficiais ou oficialmente reconhecidos.

As mulheres estrangeiras poderão fazer uma interrupção da gravidez em Portugal?

As mulheres imigrantes têm os mesmos direitos de acesso à interrupção da gravidez, independentemente da sua situação legal.

Qualquer prestação de cuidados de saúde está sujeita a confidencialidade e ao segredo profissional, incluindo todas as etapas do processo de interrupção da gravidez.

Boletim de Saúde da Grávida

Boletim de Saúde da Grávida é o registo individualizado das informações essenciais para um acompanhamento adequado.

O que é o Boletim de Saúde da Grávida?

O Boletim de Saúde da Grávida (BSG) é um pequeno livro verde, destinado a registar todos os dados relativos à saúde da grávida e do feto.

Para que serve?

O BSG deve conter toda a informação pessoal relevante da grávida, como história familiar e antecedentes pessoais, e o acompanhamento gestacional até ao nascimento da criança, incluindo consultas e exames efectuados.

Deste modo, assegura a circulação da informação clínica e a articulação entre os cuidados de saúde primários e os hospitalares, garantindo uma vigilância mais eficaz da gravidez.

Onde adquirir o BGS?

O BGS deverá ser entregue a todas as grávidas na primeira consulta, independentemente do nível assistencial onde a mesma se realize, e ser actualizado pelo profissional de saúde em todas as consultas seguintes.

Quando deve ser apresentado?

Em todas as consultas no centro de saúde, hospital ou maternidade e, principalmente, na altura do parto.

Para saber mais, consulte:

Circular Informativa da Direcção-Geral da Saúde  apresenta algumas recomendações complementares sobre o preenchimento do BSG.

Direcção-Geral da Saúde – http://www.dgs.pt

Data de Atualização: 20-10-2016
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