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Ministro da Saúde abre Congresso da Ordem dos Médicos Dentistas.

A saúde oral tem um papel central no conjunto da saúde das pessoas e o seu investimento precisa de continuar a ser reforçado. Esta foi uma das principais mensagens que o Ministro da Saúde, Manuel Pizarro, deixou na sessão de abertura do 32º Congresso da Ordem dos Médicos Dentistas, que decorreu na sexta-feira, dia 10 de novembro, em Matosinhos.

“É fundamental reforçarmos a consciência que todos temos de ter sobre a centralidade da saúde oral no conjunto da saúde das pessoas”, salientou Manuel Pizarro. O Ministro reconheceu que o investimento precisa de ser consolidado, mas destacou também o muito que já foi percorrido, com uma “inequívoca melhoria” para os cidadãos.

Para o governante, é importante alargar o acesso a cuidados de saúde oral, sobretudo no âmbito do Serviço Nacional de Saúde, devendo esse trabalhado incidir sobre alguns grupos específicos, mas também sobre os mais desfavorecidos.

Neste contexto, o Ministro da Saúde lembrou um estudo recente da Ordem dos Médicos Dentistas que concluiu que apenas 32,3% dos portugueses têm a dentição completa e 28,5% tem falta de seis ou mais dentes. Metade dos portugueses refere que nunca vai ao médico dentista, ou vai menos de uma vez por ano, por entender que “não precisa” ou apresentando justificações de ordem financeira.

“Estes dados reforçam a responsabilidade e a vontade que temos de levar a saúde oral mais longe e de forma equitativa, o que implica começar por reforçar a disponibilidade deste serviço no SNS”, insistiu Manuel Pizarro. O governante defendeu que o cheque dentista tem sido um projeto importante para o país, mas que precisa de ser revisitado com o objetivo de alterar o modelo e aumentar a adesão, reconhecendo ainda a necessidade de atualizar os valores pagos. “Precisamos de investir mais recursos nesse programa para que os médicos dentistas sejam agentes de saúde oral e agentes de saúde pública”, disse.

Sobre o investimento em cadeiras de dentista nos centros de saúde, o Ministro assegurou que o trabalho está em curso, a fazer já a diferença para muitas pessoas e que é para continuar. O objetivo é duplicar a oferta até 2026, com mais 150 cadeiras. “Falamos de um investimento de quase 8 milhões de euros, graças ao Plano de Recuperação e Resiliência, programa que estamos a executar com grande empenho, cientes do quão determinante é para o futuro de Portugal”, sublinhou.

Em conclusão, Manuel Pizarro admitiu que estas alterações precisam de ser acompanhadas por uma contratação de médicos dentistas que assegure a “dignidade e diferenciação” destes profissionais. “Não é possível concretizar o ambicioso programa que temos sem a criação de uma carreira”, concluiu.

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