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“A Saúde está muito interessada em fazer parte das soluções conjuntas para melhorar a qualidade de vida dos idosos”, Ricardo Mestre.

“Temos de capacitar e especializar a prestação de cuidados de saúde a idosos, pelo que é fundamental debater a necessária articulação entre a saúde e a segurança social”, disse Ricardo Mestre, no 14.º Congresso Nacional das Misericórdias, no dia 2 de junho, em Lisboa, defendendo que “as respostas sociais têm de estar mais dentro da saúde e a saúde precisa cada vez mais do setor social”.

Na sua intervenção, o Secretário de Estado da Saúde referiu que Portugal enfrenta um processo “acelerado” de envelhecimento populacional, “impossível de inverter com a velocidade desejada”, que resulta num “aumento das doenças crónicas e das necessidades de cuidados de saúde específicos para esta população”.

“Queremos que a nossa população viva mais tempo, mas queremos que vivam com mais qualidade de vida”, afirmou Ricardo Mestre, reconhecendo que “só venceremos o desafio demográfico” se o país conseguir criar respostas multidisciplinares, integradas e articuladas.

Segundo os dados mais recentes do INE, em 2021, 23,4% da população portuguesa, mais de 2,4 milhões de pessoas, tinha 65 anos ou mais. O número de população idosa aumentou 20,6 por cento nos últimos 10 anos.

Ricardo Mestre disse que “apesar do aprofundamento entre a saúde e os setores social e solidário, há caminho a fazer”, concretizando algumas ações em curso, como “o alargamento de novas soluções de acesso à saúde, suportadas na tecnologia, como a instalação de balcões SNS 24 na Estruturas Residenciais para Pessoas Idosas”.

O projeto conjunto dos ministérios da Saúde e do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social evita que as pessoas de desloquem desnecessariamente aos centros de saúde ou aos hospitais, por exemplo para pedir uma receita ou ver um exame.

Além deste projeto, Ricardo Mestre abordou também a Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados (RNCCI), para afirmar que o alargamento da rede, suportado no investimento do Plano de Recuperação e Resiliência, tem de envolver todas as partes. “A reorganização da rede tem de ser feita em conjunto com os parceiros de sempre, que estão em todos os locais do país, na comunidade e em proximidade, a responder às necessidades de cuidados da nossa população”, disse.

A Saúde e a Segurança Social estão a trabalhar nas linhas estruturantes para o futuro da RNCCI. Além dos contribuídos que resultarão deste trabalho técnico, a reorganização considerará necessariamente quatro eixos estratégicos: alargamento e reforço da rede, aposta na ambulatorização, criação de maior fluidez entre os diferentes níveis de cuidados e, por último, revisão do modelo de gestão e de financiamento para considerar a complexidade dos doentes e os resultados.

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