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Margarida Tavares: “A prevenção da doença é uma forma de combate às desigualdades sociais”.

“Rastrear, prevenir, tratar melhor e dar mais qualidade de vida às pessoas que vivem com hemocromatose têm de ser metas do país”, disse Margarida Tavares, no dia 13 de março, no encontro comemorativo do 20.º Aniversário da Associação Portuguesa de Hemocromatose, no Porto.

A Secretária de Estado da Promoção da Saúde relembrou o Governo está “firmemente” empenhado na “criação de incentivos e na disponibilização de meios para a prevenção da doença e para a promoção da saúde”, ambição que, segundo a governante, “naturalmente inclui a hemocromatose”.

Margarida Tavares abordou ainda os determinantes sociais da saúde e os custos associados ao diagnóstico e tratamento da doença, salientando o papel da prevenção no combate às desigualdades sociais. “Sempre que prevenimos a doença estamos não só a promover a Saúde, mas sobretudo a combater ativamente as desigualdades sociais”, disse a governante.

A hemocromatose é uma doença hereditária caracterizada por uma absorção exagerada de ferro. O ferro é ingerido normalmente através da alimentação e é absorvido pelo intestino. Quando os depósitos de ferro no organismo estão adequados, a absorção do ferro pelo intestino diminui por forma a evitar a sua acumulação.

A hemocromatose é a doença hereditária mais frequente na população de origem europeia (nórdicos ou celtas), estimando-se que 5 a 10 por cada mil pessoas seja portadora do gene da hemocromatose. Resulta da herança de duas cópias de um gene (gene mutante HFE). Se não diagnosticada e tratada precocemente, o excesso de ferro e os depósitos de ferro poderão causar no fígado a cirrose e o cancro, no coração a insuficiência cardíaca, no pâncreas a diabetes, nas articulações a artrite e, na hipófise a impotência sexual.

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