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Secretária de Estado participa em encontro da OMS e reforça compromisso de Portugal nesta área.

Os sistemas de saúde precisam de aumentar a sua capacidade de resposta na prevenção e gestão da obesidade, considerando-se que este caminho é fundamental para uma resposta mais global e com mais qualidade a este desafio. Esta foi uma das ideias defendidas pela Secretária de Estado da Promoção da Saúde, Margarida Tavares, numa intervenção num encontro da Organização Mundial de Saúde (OMS), que teve lugar em Lisboa, sob o mote “Building Capacity in the Health Systems to deliver services to prevent and manage obesity”.

A reunião de trabalho da World Health Organization Headquarters e World Health Organization – Regional Office for Europe, que decorreu terça-feira, dia 10 de janeiro, teve como objetivo a partilha de boas práticas entre os vários países presentes, nomeadamente no que diz respeito à forma como cada um foi capaz de construir respostas no âmbito do sistema de saúde. Por outro lado, a OMS quis também promover um debate sobre as oportunidades e caminhos que existem para acelerar o combate à obesidade, independentemente das condições individuais de partida de cada país e da necessidade de se encontrarem respostas sustentáveis e adaptadas a cada realidade.

“Estamos cientes de que o aumento da prevalência da obesidade está a contribuir para os desafios que os sistemas de saúde estão a enfrentar na atualidade. A obesidade é um dos principais desafios de saúde pública a nível global e um dos principais determinantes de incapacidade e morte nos países da região europeia”, afirmou a Secretária de Estado da Promoção da Saúde, lembrando que “cerca de 60% da população adulta vive com sobrepeso ou obesidade, sendo afetadas uma em cada três crianças em idade escolar”.

“Apesar do reconhecimento da obesidade como um grande problema de saúde pública e apesar dos planos de ação e das políticas existentes para combater esta doença, assistimos a um progresso insuficiente na meta de deter o crescimento da obesidade até 2025”, reforçou a governante. Margarida Tavares asseverou, depois, que Portugal está comprometido com os objetivos traçados pela OMS, o que implica dotar os profissionais de saúde de mais informação para poderem responder com propriedade aos casos que acompanham, sempre numa perspetiva multidisciplinar e nos vários níveis de cuidados.

Por fim, a Secretária de Estado reafirmou o caminho de Portugal na área da obesidade, destacando que o compromisso é renovado com a criação da Secretaria de Estado da Promoção da Saúde. “Temos a ambição de levar a promoção da saúde mais longe, dando-lhe maior relevância nas diversas políticas e em todos os ciclos de vida. O futuro dos sistemas de saúde depende do que podemos fazer agora em termos de mudança de atitudes e comportamentos. Precisamos de uma estratégia integrada a nível europeu para que os países invistam mais na saúde e menos no tratamento”, concluiu.

Estima-se que a obesidade tenha estado, em 2021, na origem de aproximadamente 2,8 milhões de mortes por doenças não transmissíveis em todo o mundo, como as doenças cardiovasculares, diabetes, cancro, etc., correspondendo a 12% do total de mortes. De acordo com a OMS, é essencial que se atinja a meta de reduzir para zero o aumento da obesidade e da diabetes, sendo essa premissa essencial para se conseguir reduzir em um terço a mortalidade prematura por doenças não transmissíveis até 2030.

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