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HFF participa em estudo sobre vacinação em doentes oncológicos.

As conclusões preliminares de um estudo efetuado pelo Hospital Professor Doutor Fernando Fonseca (HFF), em parceria com o Instituto Gulbenkian de Ciência (IGC), revelam que as vacinas contra a Covid-19 não são tão eficazes em doentes oncológicos como em pessoas saudáveis.

Este estudo, que envolveu 211 pacientes oncológicos em tratamento no HFF, tem como investigador principal o médico interno do Serviço de Oncologia deste Hospital, Tiago Tomás.

As conclusões preliminares do estudo indicam também que a eficácia da vacina contra a Covid-19 nos doentes com cancro varia consoante o tratamento e terapêutica a que são sujeitos. Tal é particularmente pertinente e promissor, por envolver doentes de um grupo de risco que tem mais probabilidades de desenvolver doença grave por Covid-19.

Os dados apontam também para a aparente maior eficácia das vacinas de mRNA nos doentes com cancro: 90.5% dos doentes oncológicos que foram inoculados com uma vacina de mRNA (Moderna ou Pfizer/BioNTech) apresentam anticorpos contra o SARS-CoV-2 três semanas após a vacinação completa, ao passo que apenas 65% dos doentes que receberam uma vacina de adenovírus (vacinas da AstraZeneca ou da Jansen) desenvolveram imunidade contra a Covid-19.

Estes resultados apresentam diferenças notórias quando comparados com resultados de estudos anteriores, coordenados pelo IGC e envolvendo uma amostra de profissionais de saúde e profissionais de educação saudáveis. Nestes, a vacinação completa com a vacina de mRNA da Pfizer/BioNTech induziu a produção de anticorpos em 99,8% dos participantes, enquanto a vacinação completa com a vacina AstraZeneca teve resultados um pouco inferiores, de 97.7%.

A resposta, dos doentes oncológicos que integraram a amostra, às vacinas de mRNA evidenciam que os tratamentos que estes doentes estão sujeitos podem influenciar igualmente a resposta à vacina. Dos doentes sob terapêutica imunossupressora, como quimioterapia e terapêutica-alvo, 88% geraram anticorpos após a conclusão do esquema vacinal, enquanto uma percentagem mais elevada, de 98% dos doentes submetidos a outros tipos de terapêuticas, produziu anticorpos após a vacinação.

Para saber mais, consulte:

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