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Hospitais retomam a atividade e alguns superam níveis pré-pandemia.

Os hospitais do Serviço Nacional de Saúde (SNS) estão a recuperar toda a atividade assistencial, adiada devido à pandemia de Covid-19, e alguns superaram mesmo os níveis pré-pandemia.

De acordo com o Centro Hospitalar Universitário Lisboa Norte (CHULN), que integra os hospitais Santa Maria e Pulido Valente, em março e abril, foram registados “números máximos de atividade desde o início da pandemia em março de 2020, com destaque para as cirurgias, consultas e hospitais de dia”. Em abril de 2021 foram realizadas cerca de 2.000 cirurgias programadas, mais 33% face ao mesmo mês de 2019 (1.500), período pré-Covid. Em termos absolutos, a atividade cirúrgica do CHULN está já ao nível dos melhores períodos dos últimos três anos, registados no final de 2019/início de 2020”.

O número de doentes em lista de espera para consulta desceu para metade num ano: em abril de 2021, estavam inscritos cerca de 11.700 doentes, quando no mesmo mês de 2020 eram perto de 23 mil. Nos dois últimos meses, foram realizadas mais de 125 mil consultas externas, sendo que só em março foram mais de 65 mil, um “número recorde” desde o início da pandemia e superior ao período homólogo pré-pandemia em março de 2019 (60 mil).

O Centro Hospitalar Universitário Lisboa Central (CHULC), que integra os hospitais Curry Cabral, São José, Santa Marta, Capuchos, D. Estefânia e Maternidade Alfredo da Costa, também registou um aumento da atividade assistencial. Entre 1 de janeiro a 9 de maio foram realizadas no CHULC 265.650 consultas, mais 10,5% face ao período homólogo de 2020 (240.387), e 10.680 cirurgias programadas, mais 26,1%.

No Centro Hospitalar Lisboa Ocidental (hospitais S. Francisco Xavier, Egas Moniz e Santa Cruz), todas as especialidades já retomaram a atividade cirúrgica e de consulta externa, tendo sido realizadas desde 1 de abril 2.292 cirurgias e 58.211 consultas.

No Hospital Prof. Doutor Fernando Fonseca (HFF), entre 22 de março e 21 de abril foram efetuadas 1.395 cirurgias, num total de 3.458, realizadas nos primeiros quatro meses de 2021, sendo que 496 tinham um tempo de espera superior a 12 meses. Nos primeiros quatro meses do ano, o HFF realizou 111.217 consultas, mais 7.523 consultas face a igual período de 2020.

No Hospital Garcia de Orta (HGO) a atividade programada não-Covid foi recuperada de “forma gradual” por todas as especialidades. Devido à pandemia, entre março de 2020 e 15 de março deste ano o hospital teve de desmarcar 14.700 consultas de 32 especialidades e 325 cirurgias não oncológicas. Contudo, neste período houve especialidades que aumentaram o número de consultas no HGO: Hematologia (19,9%), Dermatologia (18,8%), Psiquiatria (13,3%), Endocrinologia (12,2%), Dor (6.2%), Obstetrícia (5,1%) e Pediatria (12,1%).

A retoma de atividade no Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC) também está em andamento. Desde o início do ano e até 10 de maio, foram realizadas mais 44.707 consultas, das quais 18.167 primeiras consultas, e mais 943 cirurgias programadas, comparativamente ao período homólogo de 2020.

O Centro Hospitalar e Universitário de São João (CHUSJ) sublinha que “a partir do final de abril de 2020 foi retomada a atividade” e que esta “não voltou a ser suspensa na totalidade”. O CHUSJ adianta que a lista de espera para a consulta externa e para a cirurgia, comparativamente a abril de 2020, reduziu-se em cerca de 50%.

O Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia/Espinho revela, por sua vez, que “apenas 14,1% dos pedidos na lista de espera da consulta, aguardam há mais de seis meses”, enquanto em janeiro de 2020 tinham aproximadamente 39%, e que a atividade cirúrgica segue a mesma tendência. Nos últimos dois meses, realizaram em média mais 500 cirurgias por mês, do que em igual período de 2019.

A atividade na Unidade Local de Saúde do Alentejo também foi retomada na totalidade, tendo sido realizadas 1.285 cirurgias e 30.000 consultas.

Na Unidade Local de Saúde (ULS) do Baixo Alentejo/Hospital de Beja, “a atividade assistencial está a progredir no sentido da realização do máximo de atividade possível, tendo em conta as exigíveis normas de segurança”.

Também na Unidade Local de Saúde Castelo Branco atividade assistencial foi retomada na totalidade.

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