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Data visa promover a saúde do aparelho vocal e prevenir doenças da laringe.

Para assinalar o Dia Mundial da Voz, comemorado dia 16 de abril, o Centro Hospitalar do Baixo Vouga (CHBV) apresentou ao Agrupamento de Centros de Saúde do Baixo Vouga (ACES BV) um projeto que visa potenciar o rastreio do Cancro da Laringe.

A iniciativa partiu do Serviço de Otorrinolaringologia (ORL) do CHBV que, nos últimos anos, se reorganizou no sentido de reduzir os tempos de espera para consultas de especialidade.

Este serviço criou, em 2019, o Laboratório da Voz, único na Região Centro, e equipado de forma a garantir aos utentes da Região o melhor tratamento – preventivo e curativo – da voz e dos sistemas que lhe estão associados.

Assim, a partir de agora, os médicos de família têm a possibilidade de referenciar para uma primeira consulta de ORL, os utentes com fatores de risco e, por isso, mais suscetíveis de desenvolver uma neoplasia da Laringe.

O CHBV compromete-se a responder, com brevidade, a estes pedidos e a realizar os respetivos rastreios que, no caso específico desta patologia, podem fazer a diferença.

Estima-se que, em Portugal, surjam, todos os anos, mil novos casos de Cancro da Laringe, uma doença tratável desde que precocemente diagnosticada.

Hospital Distrital de Santarém


Alterações de voz prolongadas devem ser alvo de observação por especialista.

No Dia Mundial da Voz, o otorrinolaringologista Mário Galveias, Diretor do Serviço de Otorrinolaringologia do Hospital Distrital de Santarém (HDS), adverte para a importância de procurar ajuda de um especialista sempre que existam alterações de voz que se prolonguem no tempo.

“Uma pessoa que tenha uma alteração de voz prolongada no tempo – três semanas a um mês -, deve ser observada por um otorrino para tentar fazer o diagnóstico, porque é preciso excluir situações graves, como por exemplo neoplasias da laringe”, refere o médico, sublinhando que “a prevenção é fundamental”.

Num vídeo de sensibilização para a temática (https://www.youtube-nocookie.com/watch?v=D-o_7kOeKik), o otorrino explica que as alterações da voz podem ter múltiplas causas, desde má colocação que poderá levar à formação de nódulos, causas tumorais associadas a hábitos tabágicos/alcoólicos intensos, alterações que surgem na sequência de cirurgias que são feitas em outras áreas e que se repercutem no aparelho vocal, causas centrais, como por exemplo os acidentes vasculares cerebrais (AVC), entre outras.

Segundo a terapeuta da fala Magda Ferreira, uma parte da intervenção dos terapeutas da fala visa “atenuar o abuso vocal, para que as lesões/nódulos que existem na corda vocal sejam todas reabsorvidas e haja uma voz totalmente adequada ao sexo e idade dos utentes.”

Hospital do Espírito Santo de Évora

HESE realça a importância da consulta de patologia vocal, a única no Alentejo

No Dia Mundial da Voz, o Serviço de Otorrinolaringologia do Hospital do Espírito Santo de Évora realça a importância da voz e da existência da consulta direcionada para os problemas relacionados com a voz, a Consulta de Patologia Vocal. Esta consulta é única no Alentejo e tem como principal missão diagnosticar as perturbações da voz e definir o tratamento mais adequado para cada doente.

A consulta de Patologia Vocal é dada por uma médica otorrinolaringologista em articulação com uma terapeuta da fala. Sempre que sentir sintomas como rouquidão persistente por mais de 3 semanas sem melhoria, sensação de irritação ou muco na garganta, tosse, ou catarro recorrente, que afetam a sua saúde vocal, deverá solicitar uma consulta de patologia da voz junto do seu Médico de Família.

Os pedidos de consulta são triados de acordo com a prioridade e dirigidos para a respetiva consulta consoante a gravidade. “A consulta decorre sempre com todas as condições de segurança, tanto ao nível dos equipamentos, que são todos esterilizados e higienizados, como no que se refere ao cumprimento de todas as normas de segurança e uso de equipamentos de proteção individual, por parte dos profissionais. Por isso, é uma consulta em que o utente deve sentir-se seguro e não ter qualquer receio de comparecer”, explica Dulce Nunes, Diretora do Serviço de Otorrinolaringologia.  

Para saber mais, consulte:

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