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Mais vagas para a Medicina Interna e reforço dos cuidados intensivos.

O cumprimento rigoroso das medidas de prevenção da transmissão de covid-19 é «absolutamente decisivo» para manter «uma trajetória que dê conforto» considerou a Ministra da Saúde, fazendo referência à publicação da nova norma da Direção Geral de Saúde (DGS) sobre o rastreio de contactos das pessoas infetadas.

A norma, que estabelece os critérios para a definição de contacto, que incluem, por exemplo, a exposição a um caso de Covid-19, ou a material biológico de um caso confirmado, dentro do período temporal de transmissibilidade (desde 48 horas antes do início dos sintomas), estabelece que o rastreio de contactos é um dos elementos-chave para a deteção precoce de casos e limitação da propagação da doença.

No decurso da conferência de imprensa de atualização dos dados sobre a Covid-19 em Portugal, Marta Temido salientou também a necessidade de reforçar a capacitação de recursos humanos nos serviços de medicina intensiva, observando, no entanto, que esse é um processo demorado.

“Formar um especialista em medicina, em qualquer área, é um processo que demora vários anos e, portanto, não é possível ter intensivistas com a mesma velocidade com que se adquirem equipamentos de cuidados intensivos”, explicou. O reforço de especialistas em Medicina Interna é um processo no qual a tutela se encontra a trabalhar e poderá passar pela maximização das vagas para a formação especializada, abertura de concursos para a colocação de médicos nos serviços de medicina intensiva e a integração nos quadros dos enfermeiros com contratos a termo certo.

“A Comissão de Acompanhamento da Resposta Nacional em Medicina Intensiva para a Covid-19 acabou por ter uma missão mais ampla do que aquela que seria a da resposta estrita à covid-19 e ajudou-nos também a fazer uma revisão da rede nacional de especialidade hospitalar e de referenciação”, observou. A revisão da Rede de Referenciação Hospitalar em Medicina Interna encontra-se, atualmente, em consulta  

Sobre o reforço dos cuidados intensivos, a governante adiantou ainda que o objetivo é que até ao início de 2021 Portugal disponha, em média, de 11,5 camas por 100 mil habitantes, alinhado com a média de referência europeia.

 

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