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Ministra garante resposta para cirurgias «prioritárias e muito prioritárias».

A Ministra da Saúde, Marte Temido, garante que as cirurgias «prioritárias e muito prioritárias», nomeadamente as oncológicas, continuam a ter resposta no Serviço Nacional de Saúde (SNS) e que os vales cirúrgicos emitidos para o sector privado «não foram suspensos».

Na conferência de imprensa diária, ocorrida no dia 5 de abril, Marta Temido foi questionada sobre relatos de adiamento de cirurgias urgentes, nomeadamente na área da oncologia, e relembrou o despacho que fez a 16 de março sobre a remarcação de cirurgias, mas apenas para casos não urgentes, devido à pandemia da Covid-19.

«Em 16 de março foi determinado que as intervenções cirúrgicas que não fossem consideradas clinicamente urgentes e muito urgentes poderiam ser, em função da avaliação da instituição, da direção clínica, e naturalmente da decisão clínica para cada doente, remarcadas e adiadas para uma data posterior», disse a governante.

Marta Temido afirmou que esta orientação procurou «precaver que a capacidade de resposta do SNS ficaria preservada para os casos mais urgentes», continuando a ter resposta no SNS as situações de doentes «prioritários e muitos prioritários».

«É muito importante referir que os vales cirúrgicos emitidos para o setor privado, para setor convencionado, não foram suspensos. Aquilo que é a resposta que o setor com o qual o SNS se articula está preservada, desde que essas instituições permaneçam a funcionar na medida em que são tendencialmente instituições menos afetados pela covid-19», frisou.

Marta Temido acrescentou que esta situação é idêntica para os meios complementares de diagnósticos e de terapêutica.

«No mesmo despacho também é dada uma orientação para que os meios complementares de diagnóstico e de terapêutica, que não correspondem a situações urgentes, possam ser remarcados», disse, frisando que abrange as situações de eventual rastreio.

Segundo a Ministra, a fragilidade e a pressão que está neste momento no sistema de saúde pode constituir uma oportunidade de risco que se quer de toda a forma evitar.

«Naturalmente que as situações que clinicamente e, por isso contamos com o juízo institucional das direções clínicas e de serviço e, em última instância do próprio médico assistência, forem consideradas como situações que tem de ter seguimento são seguida, designadamente aquilo que é a atividade da área oncológica que seja considerada prioritária e muito prioritária», disse.

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