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DGS cria rede de municípios embaixadores da vacinação. 

A Direção-Geral da Saúde (DGS) vai criar uma rede de municípios embaixadores da vacinação para reforçar a mensagem de que as vacinas são um direito, um dever e um ato de solidariedade na defesa da saúde individual e pública.

A criação desta rede é, segundo a DGS, «uma iniciativa pioneira» que visa «articular e otimizar» a colaboração dos municípios na promoção da literacia para a vacinação, arrancando de «forma piloto» na Área Metropolitana de Lisboa, através da assinatura de uma Carta de Compromisso.

O objetivo é criar uma rede de parceiros da DGS, das administrações regionais de saúde e dos serviços de saúde a nível local para promover a vacinação, de acordo com a Coordenadora do Programa Nacional de Vacinação da DGS, Teresa Fernandes.

«No fundo, é para transmitir a mais pessoas, a mais parceiros, a mais áreas da sociedade e a novas instituições a mensagem de que a vacinação é um direito das pessoas, um dever, um ato de cidadania, uma responsabilidade e um ato de solidariedade para com aqueles que não podem mesmo ser vacinados», explica.

A iniciativa visa também informar cada vez mais a população da necessidade e dos benefícios da vacinação, explicando as doenças que se estão a prevenir e as que já foram prevenidas ao longo dos anos como a poliomielite, que foi erradicada com a vacinação.

A rede é formalizada na próxima terça-feira, dia 30 de abril de 2019, pelas 9 horas, no evento «Vacinas, um compromisso para a vida», promovido pela DGS em parceria com a Câmara Municipal da Amadora e com o Agrupamento de Centros de Saúde da Amadora.

Semana Europeia de Vacinação

Na Semana Europeia de Vacinação, promovida pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que tem início hoje e termina no próximo dia 30, Teresa Fernandes realça a importância de promover a vacinação numa altura em que se assiste ao aumento de casos de sarampo no mundo, segundo a OMS.

«O sarampo está de volta em muitos países onde as pessoas começam a desvalorizar a vacinação e surgem movimentos anti vacinação», porque as pessoas esqueceram-se do impacto que doenças como a tosse convulsiva, a poliomielite, o sarampo e a rubéola tinham na vida das pessoas, na sociedade e na comunidade.

Estas doenças provocavam uma elevada mortalidade infantil e até sequelas para o resto da vida, no caso da poliomielite, mas as pessoas «esqueceram-se disso e agora dão mais importância às pouco frequentes reações adversas às vacinas, como acontece com outros medicamentos, e acabam por atrasar a vacinação, por decidir que não querem vacinar os seus filhos» e a si próprias, frisa.

Segundo Teresa Fernandes, esta situação está a começar a ter «uma grande expressão» nos Estados Unidos, que está a ter grandes surtos de sarampo, e em vários países da Europa, onde tem havido surtos de sarampo e de rubéola. «Felizmente em Portugal não temos esse problema porque a população ainda se lembra como eram estas doenças e exige a vacinação», adianta, lembrando um estudo da Comissão Europeia, divulgado em outubro, em que Portugal surge como o país com maior percentagem de população a encarar as vacinas como seguras, eficazes e importantes na infância.

Por outro lado, as autoridades também têm feito «um bom trabalho» com o Programa Nacional de Vacinação, «um dos programas de saúde pública mais bem-sucedidos em Portugal».

«O que temos feito ultimamente para evitar que as pessoas comecem a deixar de se vacinar é alertar e informar, informar, informar», vinca.

A criação da rede pretende «reforçar esta mensagem para que isso não se perca e dizer também que os surtos que têm surgido de sarampo» em Portugal são «muito pequenos, autolimitados e controlados em um, dois meses, porque a população está imunizada» devido à elevada taxa de vacinação.

Por esta razão, Portugal nunca perdeu o estatuto conferido pela OMS em 2015 de país com eliminação do sarampo e da rubéola, salienta.

Para saber mais, consulte:

 

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