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Necessidades de cuidadores de crianças com cancro em debate no IPO Porto.

A necessidade dos cuidadores de crianças com cancro «cuidarem de si, sem sentimentos de culpa» será um dos temas em análise no V Seminário de Oncologia Pediátrica, que se realiza no sábado, dia 16 de fevereiro, no Auditório do Instituto Português de Oncologia do Porto Francisco Gentil (IPO Porto).

«O foco não é tanto a questão das obrigações do Estado para com o cuidador, mas a importância do cuidar de si», disse a Diretora-Geral da Fundação Rui Osório de Castro (FROC), que organiza o encontro.

Em declarações à Lusa, Cristina Potier sublinhou que «um pai ou uma mãe com uma criança doente esquece-se, na grande maioria das vezes, de si próprio e é preciso que entendam a importância do seu bem-estar para melhor poderem apoiar o seu filho».

«A questão é que em 90% dos casos abdica-se de tudo, daí a necessidade de entenderem que pararem um bocadinho é mesmo importante, não podem ter ‘guilty feelings’ [sentimentos de culpa], não se podem sentir culpados», acrescentou.

Cristina Potier explicou que de ano para ano, a escolha dos temas tem em conta o ‘feedback’ recolhido durante estes seminários e os contactos que a FROC vai recebendo.

«Pontualmente somos contactados por pais, com questões sobretudo ligadas a possíveis causas, tratamentos e apoios existentes. Mas recebemos também muitos desabafos, onde o desespero e impotência é muitas vezes sentido», afirmou a Diretora-Geral da FROC, que considera, por isso, fundamental organizar este tipo de eventos pelo país.

Evento dirige-se sobretudo a pais, familiares e amigos de crianças/adolescentes com cancro

As três primeiras edições deste seminário realizaram-se em Lisboa, em 2018 em Coimbra e agora no Porto. «Queremos desta forma dar oportunidade às famílias de outras zonas do país de participarem neste seminário, procurando em cada um dos painéis ter profissionais que esclareçam e também testemunhos de quem, por experiência, sabe do que fala», referiu.

Para Cristina Potier, «este é um momento em que realmente se compreende o que preocupa os familiares destas crianças, sendo um evento dirigido sobretudo a estes, mas também aberto a todos os que acompanham ou acompanharam esta realidade no seu dia-a-dia – sobreviventes e suas famílias, voluntários, estudantes e profissionais de oncologia pediátrica».

Neste 5.º seminário serão ainda debatidos os mitos e verdades associados à alimentação e ao cancro, em especial quando se trata de uma criança, a escola inclusiva e a investigação em oncologia pediátrica.

No que se refere à investigação em oncologia pediátrica, a responsável disse que “a preocupação dos pais é garantir que, de facto, o tratamento que o médico prescreveu é o melhor para o seu filho. Se existe investigação não é para a maioria uma prioridade”.

Neste âmbito, Cristina Potier tranquiliza os pais considerando que, «em Portugal, existem tratamentos de excelência e que se porventura o médico considerar que existe um tratamento mais adequado para a criança fora do país, esta será encaminhada».

No decorrer do seminário, será ainda entregue o prémio no valor de 15 mil euros ao vencedor da 3.ª edição do Prémio Rui Osório de Castro/Millennium BCP, que apoia projetos que promovam a melhoria dos cuidados prestados a crianças com doença oncológica.

A vencedora desta edição foi Ana Catarina Cordeiro, do Serviço de Oncologia do Hospital Pediátrico de Coimbra, com o projeto «Interleucina 6 (il-6) e interleucina 8 (il-8) como preditores de infeção bacteriana em doentes oncológicos pediátricos com neutropenia febril».

Fonte: Lusa

Para saber mais, consulte:

 

 

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