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Protocolo garante tratamento de reclusos com VIH e hepatites B e C.

A Direção-Geral da Reinserção e dos Serviços Prisionais (DGRSP) e 28 instituições hospitalares do Serviço Nacional de Saúde (SNS) assinaram esta segunda-feira, dia 16 de julho, protocolos no âmbito do tratamento das infeções por vírus da imunodeficiência humana (VIH) e das hepatites virais na população reclusa.

Os protocolos foram assinados no Estabelecimento Prisional de Lisboa, durante a cerimónia «Eliminar a Hepatite C nos Estabelecimentos Prisionais até 2020», que contou com a presença do Ministro da Saúde, Adalberto Campos Fernandes, e da Ministra da Justiça, Francisca Van Dunem.

Com este protocolo, os médicos passam a deslocar-se às prisões para cuidar da população reclusa infetada com VIH, hepatites B e C de 45 estabelecimentos prisionais do Continente. Vão também começar a ser realizados rastreios à entrada, durante e no final do período de reclusão.

O combate às infeções por VIH e das hepatites virais B e C, que encontram maior prevalência na população prisional, é uma questão de saúde pública prioritária a nível mundial. Em Portugal, de acordo com os dados do Ministério da Justiça, 4,5% da população reclusa está infetada com VIH, 1,2% tem hepatite B e 10,1% tem hepatite C.

Através destes protocolos será possível alcançar as metas definidas pela Organização Mundial da Saúde, nomeadamente o tratamento de todos os reclusos infetados por VIH e a eliminação da hepatite C nas prisões até 2020.

A realização destas consultas de especialidade nas prisões aposta na proximidade e permite racionalizar o tempo e a utilização de meios materiais e humanos da DGRSP e do SNS.

 

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