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Mais 97 nascimentos no primeiro semestre de 2018.

No primeiro semestre deste ano, 2018, nasceram 41.786 bebés, mais 97 do que no mesmo período do ano passado, segundo os dados dos testes de rastreio do Programa Nacional de Diagnóstico Precoce, mais conhecido como «teste do pezinho».

Coordenado pelo Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (Instituto Ricardo Jorge), através da sua Unidade de Rastreio Neonatal, Metabolismo e Genética, este programa cobre a quase totalidade de nascimentos.

Entre janeiro e junho, foram feitos 41.786 «testes do pezinho», tendo sido no primeiro mês do ano que se registou o valor mais alto: 7.789 testes.

O valor referente aos primeiros seis meses deste ano representa um ligeiro crescimento face ao mesmo período de 2017, tendo sido feitos mais 97 «testes do pezinho», ou seja, mais 0,2%.

Já em relação a 2016, o número deste ano representa uma queda de 2,2% no número de nascimentos, já que no primeiro semestre daquele ano foram feitos 42.758 «testes do pezinho».

Os dados referentes a este ano mostram que o maior número de nascimentos aconteceu nos distritos de Lisboa e Porto, com a capital a registar 12.501 testes e o Porto 7.462. Na ponta oposta ficaram os distritos de Bragança e Portalegre, onde os números de nascimentos foram os menores do país: 279 e 332, respetivamente.

«Teste do pezinho»

O Programa Nacional de Diagnóstico Precoce permite, através do rastreio e da confirmação do diagnóstico, o encaminhamento dos doentes para a rede de centros de tratamento, sediados em instituições hospitalares de referência, contribuindo para a prevenção de doenças e ganhos em saúde.

O «teste do pezinho» é realizado a partir do terceiro dia de vida do recém-nascido, através da recolha de umas gotículas de sangue no pé da criança, e permite detetar algumas doenças graves que clinicamente são muito difíceis de diagnosticar nas primeiras semanas de vida e que mais tarde podem provocar atraso mental, alterações neurológicas graves, alterações hepáticas e até situações de coma.

Este exame não é obrigatório, pelo que pode sempre haver mais nascimentos do que testes ou até o contrário (devido a fatores como a altura da colheita não ser coincidente com o nascimento e a algum atraso no envio pelo correio), mas não deixa de ser um indicador relativo à natalidade em Portugal, tendo em conta a taxa de cobertura de quase 100% deste programa.

Para saber mais, consulte:

Instituto Ricardo Jorge > Programa Nacional de Diagnóstico Precoce

 

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