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Junta médica mista para melhorar transferência de doentes.

Portugal e Cabo Verde vão criar uma junta médica mista para tornar mais eficiente o processo de envio e tratamento de doentes cabo-verdianos em estruturas de saúde portuguesas.

«Estamos a constituir uma junta médica mista, em que médicos de Cabo Verde que residem e trabalham em Portugal, juntamente com médicos portugueses, analisam os processos das pessoas que já foram tratadas, para decidir a sua integração em Cabo Verde o mais precocemente possível», afirmou a Diretora-Geral da Saúde, Graça Freitas, na cidade da Praia, onde participa no Fórum Nacional de Saúde e Segurança Social, nos dias 14 e 15 de junho.

Para Graça Freitas, as novas juntas vão possibilitar que um doente tratado em Portugal possa regressar para fazer o seguimento em Cabo Verde, cumprindo os mesmos protocolos e com a garantia de poder voltar a Portugal se necessitar.

«Estamos a trabalhar juntos para agilizar um processo que será bom para os cidadãos de Cabo Verde, que vão ter acesso a cuidados médicos, mas voltando depois à sua terra. Reduz custos e evita sobretudo o afastamento demasiado grande da família», disse.

Graça Freitas considerou muito boa a capacidade instalada de médicos e enfermeiros em Cabo Verde, destacando, nomeadamente, a capacidade existente no país de fazer o seguimento dos doentes oncológicos.

«Uma pessoa que vá a Portugal fazer tratamento oncológico e depois fique bem, mas precise de fazer seguimento, se calhar não precisa de fazer esse seguimento em Portugal, uma vez que o protocolo é o mesmo, e pode ser seguida por médicos de Cabo Verde», exemplificou.

Os dois países estão a trabalhar ao nível das juntas médicas

A Diretora-Geral da Saúde afirmou ainda que os dois países estão a trabalhar ao nível das juntas médicas que em Cabo Verde avaliam os doentes para os mandar para tratamentos em Portugal.

«Viemos discutir com as autoridades como é que em Cabo Verde podem ser melhorados os processos antes de as pessoas irem para Portugal. Capacitar as juntas médicas e os profissionais de Cabo Verde para, quando tomam a decisão de transferir uma pessoa, o processo ir muito bem instruído», disse.

No último ano, foram transferidos para Portugal 730 doentes cabo-verdianos, segundo a responsável.

Fonte: Lusa

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