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Portugal assinala a data, dia 16, com rastreio em mais de 45 serviços.

Mais de 45 serviços de dermatologia espalhados por todo o país realizam, esta quarta-feira, consultas e rastreios de cancro de pele gratuitos, no âmbito do Dia do Euromelanoma, assinalado em mais de 30 países da Europa.

Em 2018, o Dia dos Cancros da Pele é assinalado, em Portugal, a 16 de maio.

De acordo com Associação Portuguesa de Cancro Cutâneo (APCC), promotora da iniciativa, que conta com o apoio da Sociedade Portuguesa de Dermatologia e Venereologia e da Direção-Geral da Saúde, neste dia, em 46 serviços de dermatologia dispersos por todo o país irão ser disponibilizadas cerca de 2.000 consultas e a possibilidade de fazer rastreio de cancros da pele.

Esta iniciativa é particularmente dirigida a pessoas com risco acrescido, sobretudo as de pele clara ou propensa a queimaduras, adultos que sofreram «escaldões» na infância ou adolescência, pessoas que passam demasiados tempo ao sol, que frequentam solários, que têm mais de 50 sinais na pele ou com antecedentes pessoais ou familiares de cancro da pele e transplantados de órgãos.

O Presidente da APCC, Osvaldo Correia, adianta que os adultos, e particularmente os homens, devem estar atentos às costas. «Peçam para fazer fotografias. Hoje o telemóvel deve ser uma ferramenta de vigilância de autoexame da família, fazendo imagens do tronco, à frente, atrás, dos lados, e comparem de dois em dois meses».

«Se houver uma lesão nova, que modificou ou é estranha (…) recorra ao dermatologista para esclarecer se é uma lesão de risco que tem que se tirar ou se é uma lesão emergente que não é preciso retirar», aconselha o responsável.

O rastreio realizado em 2017 detetou 101 casos de cancro de pele, sendo 19 casos de melanoma e 70 de carcinoma basocelular. Das 1.548 pessoas rastreadas no Dia do Euromelanoma 2017, com uma idade média de 52 anos e 60% mulheres, 43% evidenciavam lentigos celulares no tronco (manchas acastanhadas tipo sardas, mas mais largas), 10% queratoses actínicas (precursores potenciais de um tipo de cancro de pele) e 16% tinham nevos atípicos, um sinal irregular na cor e no contorno.

A incidência de cancros de pele tem aumentado mundialmente, estimando-se que sejam diagnosticados este ano em Portugal mais de 12 mil novos casos de cancros da pele e cerca de mil serão melanoma.

Recomendações para uma exposição solar segura:

  • Evitar a exposição direta ao sol entre as 12 e as 16 horas. Se se tem a pele muito sensível, deve evitar-se a exposição sem proteção entre as 10h30 e as 17h30 – no verão;
  • A exposição deve ser feita de forma gradual e progressiva;
  • A melhor proteção é a sombra e o vestuário;
  • Deve usar-se chapéu e óculos de sol;
  • Deve aplicar-se um protetor solar, com índice de proteção solar (IPS) superior a 20, repetindo a aplicação de duas em duas horas ou após cada banho;
  • Em relação aos bebés, a exposição direta ao sol é desaconselhada no primeiro ano de vida. Deve impedir-se que as crianças pequenas estejam diretamente expostas ao sol entre as 10h30 e as 17h30;
  • Não se deve adormecer ao sol, mas antes movimentar-se e ir-se molhando de vez em quando;
  • Deve ter-se atenção aos dias nublados e ventosos, pois os raios ultravioletas atravessam facilmente as nuvens e podem, sem se aperceber, provocar escaldões;
  • Deve evitar-se em absoluto os solários e outras fontes artificiais de radiação ultravioleta, pois elas aceleram o envelhecimento da pele e aumentam o risco de cancro da pele;
  • Antes da exposição ao sol devem evitar-se excessos de higiene, depilação ou peelings, para que a pele não fique tão vulnerável;
  • Deve comer-se fruta fresca e legumes – são ricos em sais minerais, carotenos e vitaminas, com ação antioxidante e ajudam a pele a defender-se melhor da agressão da radiação solar.

 

Sendo a pele um órgão muito acessível à observação direta, torna-se fácil detetar uma lesão suspeita na sua fase inicial. Assim, deve estar-se atento aos seguintes sinais de alarme:

  • Aparecimento de sinal de cor negra em pele sã ou alteração recente de sinal pré-existente: alteração do tamanho, espessura e cor, sensação de ardor ou comichão, hemorragia fácil;
  • Qualquer sinal recente a que se aplique a regra do A, B, C, D e E: A – assimetria, B – bordo irregular, C – cor não uniforme, D – diâmetro > 6 mm e E – evolução recente;
  • Aparecimento recente de ferida, nódulo ou «verruga» rosada de crescimento rápido, que sangra facilmente, com pequenos traumatismos e sem tendência para cicatrizar espontaneamente.

 

Há que reter os seguintes conselhos:

  • O cancro da pele, incluindo o melanoma maligno, tem cura radical se for detetado e tratado a tempo;
  • O sol não queima só no verão, pelo que se deve proteger a pele durante todo o ano. A prevenção passa por ações de fotoeducação, dirigidas sobretudo a crianças e adolescentes, no sentido de adquirirem hábitos de fotoproteção.

Para saber mais, consulte:

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