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Instituto Ricardo Jorge iniciou nova missão de colaboração.

O Instituto Ricardo Jorge, através do seu Departamento de Doenças Infeciosas, iniciou uma nova missão de apoio à República da Guiné-Bissau, que deverá terminar em setembro.

Esta ação de cooperação tem como principal objetivo o reforço das capacidades do Instituto Nacional de Saúde Pública da Guiné-Bissau (INASA) nas áreas do diagnóstico laboratorial e da vigilância epidemiológica de doenças prioritárias, de forma a garantir uma resposta eficiente e atempada a surtos e emergências, assim como contribuir para a melhoria da organização e funcionamento do Laboratório Nacional de Saúde Pública (LNSP) da Guiné-Bissau. Sarampo, doenças parasitárias, arbovírus e meningite bacteriana são algumas das doenças que serão focadas nesta fase do projeto.

A iniciativa conta com a colaboração e o financiamento do Centro para o Controlo e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos da América (CDC), no âmbito da Agenda de Segurança Mundial da Saúde.

Entre as várias atividades a desenvolver nesta nova missão, está, por exemplo, a realização de um curso de técnicas de entomologia e virologia aplicadas à vigilância epidemiológica e controlo de arbovírus, que será ministrado por dois especialistas em entomologia do Instituto Ricardo Jorge.

Nos últimos três anos, o Instituto Ricardo Jorge tem participado em várias missões de cooperação com a Guiné-Bissau. A primeira dessas missões aconteceu, entre março e dezembro de 2015, no âmbito da missão de cooperação na área da Saúde entre os Governos de Portugal e da Guiné-Bissau, envolvendo uma equipa multidisciplinar portuguesa, quando o instituto foi responsável por assegurar o funcionamento em permanência de um laboratório móvel em Bissau, que permitiu garantir a deteção atempada do vírus ébola em amostras de doentes suspeitos de terem contraído a doença.

Posteriormente e até março de 2017, o Instituto Ricardo Jorge tem participado em vários outros projetos de colaboração no sentido de reforçar a capacidade do INASA de diagnóstico e de vigilância do vírus ébola, bem como de outras doenças transmissíveis. Estes projetos têm sido desenvolvidos em colaboração e financiados pelo CDC, no âmbito da Agenda de Segurança Mundial da Saúde, com o apoio da Associação Internacional de Institutos Nacionais de Saúde Pública (IANPHI – International Association of National Public Health Institutes).

As várias missões desenvolvidas pelo Instituto Ricardo Jorge até ao momento já permitiram dotar o LNSP da Guiné-Bissau de uma equipa de técnicos com capacidade e competências técnicas para realizar o diagnóstico molecular de doenças infeciosas de forma autónoma e melhorar o seu desempenho, graças à implementação de novas regras para os procedimentos de receção, registo e armazenamento. Foi também possível melhorar o sistema de biossegurança, a organização e o uso do equipamento disponível no laboratório.

Para saber mais, consulte:

Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge – Notícias

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