Instituto Ricardo Jorge realiza rastreio a 14 de fevereiro.

Na quarta-feira, Dia de S. Valentim, o rastreio decorre na Faculdade de Farmácia da Universidade de Coimbra. «Trata-se de uma ação específica, para facilitar a participação de todos os estudantes e para que eles não tenham que se deslocar a nenhum laboratório», sublinhou a investigadora.

De acordo com a investigadora e coordenadora do Laboratório Nacional de Referência das Infeções Sexualmente Transmissíveis do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (Instituto Ricardo Jorge), Maria José Borrego, «até ao momento, relativamente a estas quatro IST que são objeto do estudo, não existem dados sobre a prevalência destas infeções em Portugal, sobretudo nos jovens».

O rastreio, que está a decorrer desde o mês de janeiro a nível nacional, é dirigido a jovens com idades entre os 18 e os 24 anos, população que apresenta maior risco de desenvolvimento de complicações clínicas graves decorrentes das IST e na quarta-feira, dia de S. Valentim, decorre na Faculdade de Farmácia da Universidade de Coimbra.

«Trata-se de uma ação especifica na Faculdade de Farmácia, para facilitar a participação de todos os estudantes e para que eles não tenham que se deslocar a nenhum laboratório», sublinhou a investigadora.

As infeções provocadas pelas bactérias Chlamydia trachomatis, (Clamídia Genital), Neisseria gonorrhoeae (Gonorreia) e Mycoplasma genitalium e pelo parasita Trichomonas vaginalis (Tricomoníase) são as quatro IST em estudo e cujos dados de prevalência em Portugal são, atualmente, quase inexistentes

Maria José Borrego adiantou que são necessários estudos de rastreio em populações específicas, como é o caso (jovens entre os 18 e os 24 anos), para determinar a prevalência, para que se possam tomar medidas preventivas adequadas à faixa etária.

«É sobretudo importante, no caso dos jovens, porque estas quatro IST têm vindo a ser apontadas como causas de infertilidade. Ou seja, os jovens acabam por se infetar em idades muito precoces e por não serem diagnosticados nem tratados porque não têm sintomas muito evidentes da infeção. E a infeção acaba por progredir para estados que depois causam estas patologias graves», frisou.

Maria José Borrego acrescentou ainda que o objetivo da ação passa também por sensibilizar os jovens para a importância e a facilidade de fazer o rastreio (amostra de urina) e, posteriormente, poderem beneficiar de um tratamento simples (toma de antibiótico) e, deste modo, evitarem problemas anos mais tarde, quando pretenderem ser pais. «E também, porque todas estas infeções facilitam a aquisição e transmissão do vírus VIH/sida, pretendemos, com isto, contribuir para uma menor disseminação do vírus da sida», concluiu.

Paralelamente a esta ação, o rastreio pode ser realizado em qualquer laboratório do Centro de Medicina Laboratorial Germano de Sousa a nível nacional.

Os participantes podem solicitar o acesso aos seus resultados. O rasteio é gratuito, voluntário e anónimo.

O estudo é coordenado pelo Laboratório Nacional de Referência das Infeções Sexualmente Transmissíveis, com o apoio do Centro de Medicina Laboratorial Germano de Sousa, bioMérieux e Genomica.

Fonte: Lusa

 

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