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CHLC inova com mais recente e moderna tecnologia de fusão de imagem.

O Hospital de São José, integrado no Centro Hospitalar de Lisboa Central (CHLC), é o primeiro hospital do Serviço Nacional de Saúde a realizar de forma regular, desde há cerca de ano e meio, a deteção do cancro da próstata com a mais recente e moderna tecnologia de fusão de imagem.

Na especialidade de urologia do CHLC, utiliza-se uma tecnologia que combina a imagem resultante de ressonância magnética nuclear com a imagem obtida por ecografia prostática em tempo real, permitindo, de uma forma fácil e cómoda para o doente, dirigir a biopsia através de ecografia para a região suspeita no interior da próstata.

«Trata-se de um procedimento de grande complexidade técnica, mas com caráter minimamente invasivo e ambulatorial para o doente». Foram realizados cerca de 60 procedimentos com resultados equiparáveis aos dos melhores centros internacionais, revela o centro hospitalar.

A aquisição do equipamento em causa envolveu um investimento de cerca de 80.000 euros, valor este que será recuperado com a diminuição da realização do número de biopsias prostáticas convencionais não necessárias, principalmente as repetidas no mesmo doente, refere o CHLC, acrescentando que «evitam-se, assim, as complicações a elas associadas e que envolvem, muitas vezes, deslocações às urgências, internamento e absentismo».

Ressonância Magnética Nuclear

O cancro da próstata é a neoplasia maligna mais frequente no homem com idade superior a 50 anos e a segunda causa de morte por neoplasia nessa faixa etária.

O seu diagnóstico é habitualmente feito por biopsia prostática realizada por via transrectal e guiada por ecografia. No entanto, biopsia prostática tradicional, mesmo sendo guiada, é considerada uma biopsia «cega», dado que a ecografia visualiza bem a próstata, mas não consegue localizar com rigor o cancro.

Deste modo, os resultados nem sempre são esclarecedores, levando a uma grande taxa de subdeteção do cancro. Assim, muitos doentes com cancro permanecem sem diagnóstico após uma biopsia prostática falsamente negativa e são frequentemente submetidos a biopsias de repetição ou ficam sem seguimento do seu cancro, falsamente não diagnosticado, revela o Centro Hospitalar de Lisboa Central.

A ressonância magnética nuclear (RMN) veio revolucionar a forma de visualizar a próstata, uma vez que permite avaliar a sua estrutura com maior detalhe e inclusivamente detectar áreas fortemente suspeitas de cancro. A RMN não identifica todos os cancros da próstata, mas apenas os cancros agressivos, o que constitui outra vantagem. Os cancros indolentes, sem agressividade ou potencial de progressão, não se visualizam, evitando o que se designa de sobrediagnóstico e sobretratamento. É para as áreas suspeitas identificadas pela ressonância magnética nuclear que deverá ser dirigida a biópsia.

Não se podendo, por razões técnicas, realizar uma biópsia dirigida por RMN, a evolução tecnológica moderna permite fundir a imagem de ressonância magnética nuclear com a imagem ecográfica da próstata e dirigir a agulha de biopsia para a região suspeita em tempo real.

«Esta tecnologia é, claramente, a abordagem que, a partir de agora, deverá começar a generalizar-se na deteção do cancro da próstata», conclui o Centro Hospitalar de Lisboa Central.

Para saber mais, consulte:

Centro Hospitalar de Lisboa Central > CHLC inova na deteção do cancro da próstata

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