António Gentil Martins agraciado no Dia Mundial da Saúde.

A atual Direção-Geral da Saúde (DGS) é a herdeira da Direção-Geral de Saúde e Beneficência Pública, criada a 4 de Outubro de 1899, a qual representou um marco importante na História da Saúde em Portugal, que hoje se continua a construir.

O Prémio Nacional de Saúde do Ministério da Saúde português, visa distinguir, anualmente, pela relevância e excelência no âmbito das Ciências da Saúde, nos seus aspetos de promoção, prevenção e prestação de cuidados de saúde, uma personalidade que tenha contribuído, inequivocamente, para a obtenção de ganhos em saúde ou para o prestígio das organizações de saúde no âmbito do Serviço Nacional de Saúde.

No ano em que a DGS comemora o seu 117.º aniversário, o Júri de Atribuição do Prémio Nacional de Saúde, constituído pelo Professor Doutor Walter Friederich Alfred Osswald, que presidiu, o Bastonário da Ordem dos Médicos, a Bastonária da Ordem dos Enfermeiros, a Bastonária da Ordem dos Farmacêuticos, o Bastonário da Ordem dos Médicos Dentistas, o Bastonário da Ordem dos Psicólogos, o Bastonário da Ordem dos Biólogos, a Bastonária da Ordem dos Nutricionistas, o Diretor do Instituto de Higiene e Medicina Tropical e o Diretor da Escola Nacional de Saúde Pública, deliberou atribuir o Prémio Nacional de Saúde de 2016, ao Professor António Gentil Martins, tendo em conta a sua notável carreira assistencial, o seu contributo singular para a inovação de técnicas cirúrgicas, a extensão do acesso a modernas intervenções por parte da população pediátrica e o exemplo de cidadania interventiva que lega ao Sistema de Saúde.

António Gentil Martins nasceu, a 10 de Julho de 1930, em Lisboa.

Licenciou-se em Medicina e Cirurgia pela Faculdade de Medicina de Lisboa em 1953 e fez o Curso de Ciências Pedagógicas.

Após o Internato nos Hospitais Civis de Lisboa, rumou a Inglaterra, em 1956, como Bolseiro do Instituto Britânico tendo trabalhado em Londres e em Liverpool.

Dedicou-se à Cirurgia Pediátrica, à Cirurgia Plástica e à Oncologia Pediátrica.
Foi reconhecido como Especialista, pela Ordem dos Médicos, em Cirurgia Plástica em 1964 e em Cirurgia Pediátrica em 1972.

Dividiu a carreira entre o Instituto Português de Oncologia, criado pelo seu avô materno Francisco Gentil, e o Hospital Dona Estefânia.

Foi Chefe de Serviço de Cirurgia Pediátrica (durante 34 anos) e Diretor do Departamento de Cirurgia (durante 14 anos) no Hospital Pediátrico de Dona Estefânia, em Lisboa.

Em 1960 criou a primeira Unidade Multidisciplinar de Oncologia Pediátrica a nível mundial no Instituto Português de Oncologia de Lisboa, sendo pioneiro na quimioterapia pré-operatória e nas nefrectomias parciais em tumores renais unilaterais e nas metastectomias.

Realizou mais de 12.000 intervenções cirúrgicas, algumas da maior complexidade, nomeadamente a separação de sete pares de gémeos siameses com nove sobreviventes (entre 12 viáveis – alto nível de êxito segundo os parâmetros internacionais).

Foi, ainda, autor de múltiplas outras técnicas cirúrgicas originais.

Apresentou mais de 200 trabalhos, em Portugal e no Estrangeiro, sobre Cirurgia Pediátrica, Pediatria Oncológica, Cirurgia Plástica, Reconstrutiva e Estética, Ética Médica, História da Medicina, Organização de Serviços de Saúde, Desporto, entre outros.

Exerceu, também, vários cargos em diferentes instituições nomeadamente:

Foi Fundador e é Membro de Honra das Sociedades Internacionais de Oncologia Pediátrica Médica e Cirúrgica.

Foi Bastonário da Ordem dos Médicos.

Foi Professor Associado convidado de Cirurgia Pediátrica na Faculdade de Ciências Médicas de Lisboa.

Foi Presidente da Associação Médica Mundial.

Foi Presidente e é Membro de Honra da Liga Portuguesa Contra o Cancro.

Foi Fundador e Presidente da Secção Portuguesa do Colégio Internacional de Cirurgiões.

É Membro de Academia Portuguesa de Medicina.

Teve importante ação social e humanitária, sendo fundador da Associação de Pais e Amigos de Crianças com Cancro e Membro da primeira Direção da Federação Internacional respetiva, do Instituto de Apoio à Criança, do Centro de Apoio a Vítimas de Tortura e da Assistência Médica Internacional.

Fez parte do Grupo de Trabalho da União Europeia para o ensino da Ética Médica.

Foi agraciado com a medalha de ouro do Ministério da Saúde e com a Medalha de Honra da Ordem dos Médicos.

Em 2009, recebeu a Grã-Cruz da Ordem do Infante D. Henrique.

Possui as Chaves da Cidade de Miami e do Condado de Dale, nos Estados Unidos da América.

Para saber mais, consulte:

Direcção-Geral da Saúde – http://www.dgs.pt/

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