No âmbito do Programa Nacional para a Saúde da Visão, foi determinada a implementação do rastreio de saúde visual infantil de base populacional e o rastreio oportunístico da degenerescência macular da idade, nos cuidados de saúde primários, de forma faseada, através de experiências-piloto.

O Programa de Rastreio da Saúde Visual Infantil, lançado em 2016, resultou do estabelecimento de protocolos entre o Ministério da Saúde, a Ordem dos Médicos e a Sociedade Portuguesa de Oftalmologia, bem como entre as Administrações Regionais de Saúde e unidades hospitalares do SNS. Estão em curso experiências-piloto na Administração Regional de Saúde do Norte, nos ACES Porto Ocidental, Porto Oriental, Gondomar e Maia e Valongo e nos Centros Hospitalares de São João e do Porto.

A Administração Regional de Saúde do Algarve estabeleceu, também, um protocolo de cooperação com as autarquias de Loulé e São Brás de Alportel, para a realização de rastreio de acuidade visual a todas as crianças integradas no ensino pré-escolar e primeiro ciclo do concelho de São Brás de Alportel e do pré-escolar da rede pública e solidária do concelho de Loulé, assim como aos jovens até ao ensino secundário com situações detetadas ou sinalizadas pelos professores. Após a deteção precoce, em caso de necessidade, existe referenciação para a consulta de oftalmologia do Centro Hospitalar Universitário do Algarve.

A Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo realizou o rastreio da retinopatia diabética aos diabéticos inscritos nos oito ACES. O rastreio foi acompanhado de ações de sensibilização e educação dos utentes sobre a retinopatia diabética, que é a maior causa de cegueira evitável. Em 2016, o rastreio realizado nos quatro ACES pioneiros desta região permitiu encaminhar precocemente 3.511 pessoas para consulta de oftalmologia (15,6% da população rastreada), para investigação adicional e tratamento nos casos aplicáveis.

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