O sistema da desmaterialização da prescrição médica foi implementado progressivamente pela atual Tutela. À data de hoje, a Receita Sem Papel (RSP) já representa 95% do total do receituário no Serviço Nacional de Saúde (SNS) e, fora do SNS, acima de 49%, com tendência a aumentar. Um ano após a primeira RSP, estes números revelam a grande evolução do projeto e a enorme adesão por parte de prescritores, farmácias e utentes.

Com forte crescimento, resultado do trabalho conjunto entre as estruturas do Ministério da Saúde (SPMS, ACSS e Infarmed) e Associações de Farmácias (ANF e AFP), o sistema da RSP tem exigido alterações, reajustamentos e melhorias constantes.

As equipas técnicas da SPMS, em conjunto com a Associação Nacional de Farmácias (ANF), têm estado a monitorizar todo o processo da receita eletrónica, ao minuto, durante 24 horas por dia, de forma a estabilizar o sistema e a melhorar e aumentar a capacidade de resposta. Os problemas foram ultrapassados.

O Ministério da Saúde, para melhorar as condições de trabalho dos profissionais de saúde, tem em curso um processo de aquisição para 10 mil computadores. Segundo o Ministro da Saúde, Adalberto Campos Fernandes, será feito um reforço intensivo de meios informáticos nos Cuidados de Saúde Primários (CSP), com novos equipamentos e, também, ao nível das redes de comunicações.

Os equipamentos obsoletos são, muitas vezes, referidos por médicos e doentes como entraves à prestação de cuidados, sobretudo na emissão da receita médica sem papel. Com nova tecnologia, os médicos ficarão aptos a responder com maior rapidez, eficácia e eficiência, prestando um melhor serviço ao utente e beneficiando o desempenho do sistema da receita eletrónica.

Desde 1 de fevereiro que cerca de 27 000 médicos já prescreveram RSP, 285 000 utentes receberam prescrição apenas por SMS (no SNS), sem qualquer impressão associada e, diariamente, entre 4500 a 5000 receitas já só existem por SMS, traduzindo-se em poupanças de papel que ultrapassa as 90 mil toneladas por ano.

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