As férias são muito agradáveis, mas também têm os seus riscos — nomeadamente os acidentes!

Muitos acidentes não deveriam ser assim chamados, pois não acontecem acidentalmente, acontecem como consequência de más decisões.

Um acidente sucede quando, apesar de se tomarem todas as precauções, algo nocivo acontece. O que é diferente de uma situação acidental causada por excesso de velocidade, por um mergulho dado numa zona que não se conhece ou quando se deixa uma criança brincar com fósforos ou tesouras, entre muitas outras situações.

Na praia, nas piscinas, nas albufeiras, nos rios, nos parques aquáticos e nos parques temáticos, a maior parte dos «acidentes» acontece devido à má avaliação dos riscos, nomeadamente o estado do mar (em termos de corrente, vento, rebentação), a profundidade dos locais de mergulho, a sobrevalorização das capacidades do nadador, a realização de desportos sem a devida proteção, o consumo excessivo de álcool ou de drogas ilícitas e doenças debilitantes ou que não aconselhem atividades como o banho de mar, a piscina ou mergulhos. Os verdadeiros acidentes, causados por doença súbita, são, na realidade, raros.

Prevenir os acidentes implica eliminar ou minimizar as causas que os podem causar e se podem controlar.

O que fazer para prevenir afogamentos:

  • Frequentar praias vigiadas e respeitar os sinais das bandeiras e as instruções dos nadadores-salvadores;
  • Cumprir as regras de segurança na praia e nas piscinas, sejam públicas ou privadas, e seguir as indicações dos nadadores-salvadores;
  • Em piscinas privadas, colocar uma vedação à volta e um trinco de fecho automático, de forma a impedir o acesso das crianças à água;
  • Fazer o mesmo para o acesso aos poços e reservatórios de água;
  • Em espaços desconhecidos, inspecionar o local e tapar poços, tanques e depósitos de armazenamento de água com redes pesadas e nunca mergulhar, nem deixar as crianças mergulhar;
  • Vigiar sempre as crianças;
  • Vigiar atentamente os mais pequenos, sempre que se encontrem perto da água, estar atento às brincadeiras, colocar braçadeiras ou coletes àquelas que não sabem nadar e nunca confiar a segurança duma criança pequena a outra criança mais velha;
  • Não deixar as crianças irem atrás duma bola perdida;
  • Nunca deixar uma criança que ainda não é autónoma sozinha durante o banho, em casa, na praia ou na piscina;
  • Ensinar as crianças a nadar tão cedo quanto possível (as aulas de natação ajudam as crianças a saber nadar, boiar e a identificar situações perigosas);
  • Na prática de desportos aquáticos e de atividades de recreio, usar sempre o colete de salvação e outros dispositivos de segurança;
  • Não entrar de repente na água, após longos períodos de exposição ao sol;
  • Evitar também refeições pesadas e bebidas alcoólicas e esperar três horas após a refeição, antes de entrar na água;
  • Verificar a profundidade da água, antes de mergulhar e se existem rochas ou obstáculos que possam causar traumatismo em caso de mergulho;
  • Evitar nadar sozinho, não se afastando demasiado e nunca nadar contra a corrente;
  • Dar a conhecer às pessoas próximas, sempre que for dar um passeio ou fazer uma caminhada dos possíveis perigos em rios e lagoas;
  • Informar-se dos prováveis riscos e dos perigos existentes.
  • Se tiver uma cãibra, fora de pé, respirar fundo, colocar-se de costas e boiar até poder nadar para a margem;
  • Ao identificar um caso de afogamento, chamar por socorro e ter sempre próximo os equipamentos de segurança.

 

Os afogamentos são uma das principais causas de morte entre crianças e jovens, logo a seguir aos acidentes de viação, pelo que merecem atenção especial. Mais dum terço das mortes por afogamento ocorrem no verão, praticamente todos os anos.

Os afogamentos podem ocorrer no mar, nos rios, nas lagoas, nas albufeiras, nas piscinas e até em tanques de água e poços sem muros de proteção. Além disso, a gravidade dos afogamentos não se restringe aos casos que resultam em morte, uma vez que as pessoas hospitalizadas na sequência de afogamentos têm, muitas vezes, prognóstico reservado.

Por cada criança que morre afogada, duas ou três são internadas na sequência de afogamento.

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