Comunicado do Diretor-Geral da Saúde sobre os  efeitos na saúde humana, principalmente nos grupos mais vulneráveis (crianças, pessoas idosas ou com doença crónica), dos poluentes resultantes de situações (incêndios, temperaturas elevadas, ventos fortes) que têm ocorrido desde o passado dia 8 de agosto e que afetam os índices de qualidade do ar.

Desde o dia 8 de agosto têm ocorrido situações que afetam os índices de qualidade do ar, verificando-se a existência de um ou mais poluentes, assim como, de um aumento da concentração de ozono e de partículas em suspensão, no continente e na Região Autónoma da Madeira. Para além destas emissões de partículas, acresce ainda, que desde o dia 9 de agosto tem havido a intrusão de uma massa de ar proveniente das regiões áridas do Norte de África contendo partículas e poeiras em suspensão, para as regiões do Alentejo e Centro.

Este episódio de poluição atmosférica está relacionado com a ocorrência de múltiplos incêndios florestais, que têm vindo a deflagrar no território continental e da Madeira e que associados às temperaturas elevadas e às condições de dispersão (vento), favorecem a formação de ozono e o aumento da concentração de partículas no ar ambiente.

Estes poluentes têm efeitos na saúde humana, principalmente, nos grupos mais vulneráveis (crianças, pessoas idosas ou com doença crónica).

A inalação de fumos ou de substâncias irritantes químicas e o calor podem provocar irritação dos olhos, nariz, garganta, e tosse podendo também ocorrer um agravamento das doenças respiratórias.

Para prevenir possíveis consequências para a saúde da inalação de poluentes presentes no fumo ou devido ao calor, a Direção Geral de Saúde recomenda:

  • Feche as janelas de modo a evitar ou a diminuir a entrada de fumos em sua casa;
  • Permaneça no interior dos edifícios com as janelas fechadas;
  • Utilize sistemas de purificação do ar ou ar condicionado, se possível;
  • Os doentes crónicos devem manter os tratamentos médicos em curso.
  • As pessoas que se encontrem na proximidade de um incêndio e que necessitem de permanecer no exterior devem proteger a boca e nariz com máscaras ou lenços;
  • As pessoas expostas aos fumos devem, logo que possível, ser afastadas desta exposição e verificar se existem sinais de irritação ou toxicidade;
  • Devem estar atentas aos sinais de alarme:

– Presença de queimaduras faciais e das mucosas, nariz e boca;

– Sinais de dificuldade respiratória (falta de ar, pieira, respiração acelerada);

– Alteração do estado de consciência;

Para mais informações ligue para a Saúde 24: 808 24 24 24.

Em caso de emergência ligue o 112

O sistema de saúde está preparado para adequar os seus serviços de acordo com os Planos de Contingência para Temperaturas Extremas Adversas, com o objetivo de minimizar o impacto do calor na saúde.

Mantenha-se informado.

Se desejar informação sobre a qualidade do ar pode consultar a página de internet da Agência Portuguesa do Ambiente (APA) http://qualar.apambiente.pt.

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